É um elemento a mais de insegurança

A Dersa deve ter sérios motivos para justificar o adiamento da licitação da iluminação da Marginal do Tietê, pois a via tinha esse tipo de equipamento antes da execução da ampliação, o que, por certo, aumentava o conforto e a segurança do tráfego.

Análise: Ivan Whately, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2010 | 00h00

Cabe sempre lembrar que, se a Dersa julgar a iluminação imprescindível, poderá encontrar amparo legal para contratar uma empresa por dispensa de licitação.

Sob o ponto de vista rodoviário, a iluminação de uma via expressa, destinada a tráfego exclusivo de veículos, pode prescindir desse equipamento, muito mais necessário nas vias urbanas, onde compartilha-se as vias com os pedestres e com a ocupação imobiliária.

As vias expressas das marginais são comparáveis operacionalmente às rodovias rurais, onde a iluminação das vias pode melhorar o conforto e mesmo a segurança dos seus usuários, mas não é um equipamento indispensável.

Todavia, analisando-se a situação atual de plataforma e de tráfego da Marginal do Tietê, em que a sinalização e as obras não estão totalmente concluídas, a falta de iluminação é indiscutivelmente um elemento a mais de agravamento das condições de insegurança do tráfego para os motoristas.

É COORDENADOR DA DIVISÃO TÉCNICA DE TRANSPORTE METROPOLITANO DO INSTITUTO DE ENGENHARIA

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