É um adicional, não uma revolução no transporte

ANÁLISE: Flamínio Fichmann

O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2013 | 02h01

A impressão que se tinha é que o Bilhete Único Mensal seria uma revolução para o sistema de transporte. No entanto, nada mais é do que um serviço adicional, que é bem-vindo, mas não muda tanto a realidade.

O benefício vai servir mais para o trabalhador que puder optar pelo bilhete para usar nos domingos. Isso porque uma parcela significativa já usa nos dias úteis e também meio período de sábado, se considerarmos a jornada de trabalho normal. É no domingo que fica o diferencial, já que hoje o trabalhador tem de pagar a passagem do próprio bolso.

A obrigação das empresas é garantir o transporte do trabalhador para o trabalho. Por isso, de início, não deve haver muita adesão. Se incentiva que os empresários concordem em oferecer também nos domingos. Nas classes onde há sindicatos mais organizados, como bancários e metalúrgicos, isso deve ser proposto na pauta de reivindicações.

Ganham mais os empresários de ônibus, que já têm uma frota subutilizada nos domingos. E também o Metrô e a CPTM, que vão aumentar a receita.

É CONSULTOR EM TRANSPORTE

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