E se a Dilma der certo?

Antes que os derrotados comecem a temer pelo melhor, o brasileiro precisa aprender a levar a política na esportiva, da mesma forma que leva o futebol a sério. Presidente da República é igual a técnico da seleção: uma vez definido o nome do eleito para o cargo, francamente, de nada adianta torcer contra. Até porque, ainda que o Brasil dos seus sonhos não vá a campo nos próximos 4 anos, há sempre o risco de, no final, o troço dar mais ou menos certo.

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2010 | 00h00

Aquele time campeão mundial em 1994, convenhamos, também não era lá essas coisas.

Já existe por aí, inclusive, uma facção de otimistas convencidos de que o crescimento do Brasil fugiu inteiramente de controle, ou seja, nada nem ninguém conseguirá freá-lo. Por mais que o governo, a oposição e os comentaristas de economia assim desejem, o País descarrilado segue sua rota de colisão com o sucesso. O risco de desastre no meio do caminho é o mesmo de qualquer trem-fantasma do mundo.

Cá pra nós, a tese é boa para quem teme agora se desmoralizar pelos avanços que porventura estejam por vir. Vai dar tudo certo, não importa se apesar da Dilma ou por causa dela. Torça pelo Brasil!

Pé-frio eleitoral

Já há no PSDB quem culpe o papa pela derrota de José Serra nas urnas. O apoio de Bento XVI na política teria mais ou menos o mesmo peso da torcida de Mick Jagger no futebol.

A luta continua

Tudo bem, o PMDB chegou lá, mas falta ainda convencer a jovem senhora de Michel Temer a aceitar a ideia de morar num palácio chamado Jaburu. A vice-primeira-dama está irredutível! Cá pra nós, com certa razão, até!

Você decide

Marina Silva tem novo plebiscito a propor: o brasileiro deve chamar Dilma Rousseff de presidente ou, como ela prefere, de presidenta?

Número cabalístico

Termômetro da confiança dos investidores, o chamado "risco Brasil" calculado pelo JP Morgan recuou dia desses justo para 171 pontos. Resultado: ganhou no mercado o apelido de "risco 171".

Oh, pátria amada!

A devoção a Deus ainda provoca uma certa confusão no discurso de José Serra. Em seu último pronunciamento, ele voltou a rezar o Hino Nacional.

Mal comparando

O que tem de primo da Dilma ligando da Bulgária para pedir emprego, francamente, nem o Lula tinha tanto parente em Pernambuco quando foi eleito.

Mal comparando

Se, como diz a biógrafa da presidente da Argentina, "Cristina não existe sem o marido", os Kirchner deviam manter um relacionamento parecido com o dos Roriz. Dá para imaginar Weslian sem seu Joaquim?

Finados

Até o fechamento desta edição, José Serra ainda não havia definido agenda para hoje, Dia dos Mortos, mas avisou no PSDB que dispensa homenagens na data!

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.