É preciso rever o crescimento das nossas cidades

Análise: Heloísa Proença

EX-SECRETÁRIA DE PLANEJAMENTO DE SÃO PAULO, EX-PRESIDENTE DA EMURB, CONSULTORA DAS PREFEITURAS DE BOGOTÁ, CURITIBA, O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2012 | 03h01

Se quisermos nos conectar com o que é mais dinâmico, eficiente, integrado e democrático no desenvolvimento, vamos ter de enfrentar a problemática do crescimento e do modelo de adensamento das cidades. Precisamos rever urgentemente o modelo de crescimento das nossas cidades. A desigualdade e a expansão horizontal provocam uma relação muito perversa: do poder público, exige um custo altíssimo para levar infraestrutura a lugares cada vez mais distantes - custo pago pelo povo. Da população, o sacrifício do movimento pendular diário de casa para o trabalho, e o desgaste também econômico que isso gera. Na verdade, a população paga duas vezes.

Em São Paulo, por exemplo, a densidade é de 70 habitantes por hectare. Trabalhar por um adensamento maior, de 200 habitantes por hectare, por exemplo, incentivaria uma relação mais equilibrada entre oferta de moradia e emprego, o que melhoraria a qualidade de vida da população. Hoje existe um acesso a serviços e benefícios muito desigual.

Não é preciso apenas levar infraestrutura para as periferias, mas reservar terra mais barata em locais onde essa estrutura já exista, para que toda a população usufrua.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.