É preciso rever formas de reduzir o impacto das obras

As cidades são organismos vivos em constante evolução. Precisam de cuidados, manutenção, enfim, de interferências urbanas. Se por um lado há intervenções absolutamente necessárias e, na maioria das vezes, positivas para a cidade e para suas regiões, por outro causam incômodo a moradores e usuários do entorno das obras.

Análise: Cláudio Bernandes, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2010 | 00h00

Mas é possível conciliar interesses da cidade e de seus habitantes com as inconveniências temporárias de algumas operações que podem resultar em benefícios futuros? Sim. Entretanto, é preciso que a sociedade discuta as formas e os mecanismos para que essas obras, sejam de caráter público ou privado, aconteçam com o mínimo de impacto à vizinhança.

Além de debater os métodos disponíveis para cada tipo de interferência urbana, bem como os melhores horários para que ocorram, é necessário que se definam os graus de perturbação às comunidades. Realizar reformas e construções sem nenhum incômodo parece ser objetivo difícil de alcançar. Ainda é indispensável diferenciar a intensidade e a duração das intervenções, que podem ser de curto, médio e longo prazos.

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