''É ponto de uma cidade doente'', diz arquiteto

JORNAL DA TARDE   A degradação do trecho urbano da Via Anchieta é resultado de uma cidade em que o poder público e legisladores não se anteciparam na solução de problemas. Essa é a opinião do arquiteto e urbanista Sérgio Salles, professor da Universidade São Judas.

Marici Capitelli, O Estado de S.Paulo

23 Março 2011 | 00h00

De acordo com ele, o trânsito local, que daria vida ao comércio, foi expulso para dar lugar a um trânsito expresso, que passa pela Via Anchieta. Isso fez boa parte dos estabelecimentos comerciais e empresas fechar as portas pela dificuldade em acessá-los. "É um ponto de uma cidade doente, onde as pessoas não permanecem", diz o arquiteto.

Essa degradação do ambiente está diretamente relacionada à criminalidade, segundo Tatiana Diniz, diretora de Relações Públicas da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança. "As pessoas tendem a agir conforme o ambiente. Um lugar degradado faz o criminoso ter a sensação de que pode tudo, pois não há vigilância." Segundo ela, a teoria americana da "janela quebrada" - segundo a qual é preciso resolver os problemas enquanto são pequenos - mostra a relação direta entre ambiente degradado e criminalidade.

A Prefeitura informou que o trecho urbano passa por revitalização. O custo é estimado em R$ 700 mil. O trabalho, segundo o Executivo, prioriza a segurança de pedestres e motoristas. O projeto de iluminação está pronto e será semelhante ao da Avenida Paulista. Mas não deu prazo para a conclusão dos trabalhos.

Blog. A comunidade de São João Clímaco e Heliópolis tem um novo canal de comunicação com a polícia. O blog voce.seg.blogspot permite aos moradores fazer denúncias. O trabalho é uma parceria entre Conseg, Polícias Militar e Civil e Secretaria da Segurança. "O blog é uma forma de nos aproximarmos da comunidade", disse o capitão da PM Wagner Vila Real.

A localização de homens que mataram um cliente na saída do banco foi feita a partir de informações postadas no blog.

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