É o sistema de Nova York e Londres

Análise: Telmo Giolito Porto

É PROFESSOR DA ESCOLA POLITÉCNICA DA USP, ESPECIALISTA EM TRANSPORTE FERROVIÁRIO, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2012 | 03h03

O que temos aqui é a mesma tecnologia usada nos metrôs de Londres, Paris, Nova York, Tóquio e Xangai, por exemplo. Tanto o ATC (encontrado nas Linhas 1 e 3) quanto o CBTC (usado nas Linhas 2 e 4) oferecem o mesmo nível de segurança, considerado bem alto.

A falha que vimos é completamente inédita e, por isso, merece um estudo detalhado. O sistema deveria ter parado o trem, como ocorre sempre que temos pane nas linhas, mas ele mandou acelerar. De qualquer forma, não dá para saber exatamente o que ocorreu sem analisar laudos técnicos que serão feitos.

É possível afirmar, porém, que as linhas que operam sem maquinista não oferecem riscos. Não há nenhum motivo para não usar a Linha 4-Amarela. E vale lembrar que, apesar de o acidente ter provocado lesões em dezenas de pessoas e de todo o transtorno, o choque não provocou a morte de ninguém.

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