'É o cenário mais surreal da cidade'

Elevado Costa e Silva: Obra foi inaugurada em 1971 e tem 3,4 km. A Prefeitura tem planos de demoli-la

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2010 | 00h00

O "cenário ideal" de São Paulo para o cineasta Heitor Dhalia, de 41 anos, fica longe de museus chiques e belos parques. É o Minhocão. "Eu amo aquele lugar. O mais surrealista, futurista e apocalíptico da cidade", resume o pernambucano Dhalia, paulista de coração há quase 20 anos.

Visitação. Apesar das polêmicas em torno da via, que serve como ligação leste-oeste, o diretor de À Deriva elegeu a obra como um cartão de visita. "Sempre que trago um "gringo" para São Paulo é para lá que eu levo", diz. "É um erro arquitetônico incrível, uma viagem pós-moderna. O centro todo é maravilhoso."

Divisão. Para Dhalia, que diz ter andado muito por ali, a via tem um valor simbólico. "É uma linha louca que separa o lado marginal do rico Higienópolis."

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