'É impossível fechar Congonhas', diz presidente da Infraero

Brigadeiro acaba de ser chamado para uma reunião com a ministra Dilma Roussef

Leonencio Nossa, do Estadão,

19 de julho de 2007 | 17h45

O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, acaba de chegar ao Palácio do Planalto, chamado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para uma conversa sobre a crise no setor aéreo.  Em rápida conversa com jornalistas ao chegar ao palácio, o brigadeiro disse que, no momento, não é possível fechar o Aeroporto de Congonhas, onde, na terça-feira, um Airbus da TAM com 186 pessoas a bordo explodiu contra um prédio. "Só se alguém me disser onde vamos colocar 20 milhões de passageiros", disse Pereira, referindo-se ao número estimado de usuários do Aeroporto de Congonhas por ano.Pereira anunciou ainda que o tráfego aéreo em Congonhas será reduzido. "A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) chegou a algumas conclusões e vai reduzir para pelo menos 35 ou 36 movimentos hora", disse ele a jornalistas.Pereira procurou assegurar que a pista principal do aeroporto não teve relação com o acidente, ocorrido na última terça-feira. "Eu garanto que a pista não tem nada a ver com o acidente", disse Pereira.A uma pergunta sobre pressões que estaria sofrendo para deixar o cargo, o brigadeiro respondeu que, neste momento, só está cuidando das investigações a respeito do acidente com o Airbus. Sobre um possível nome para sucedê-lo na presidência da Infraero, Pereira disse apenas: "Não tenho a menor idéia." O brigadeiro voltou a dizer que não foram problemas na pista que causaram o acidente em Congonhas e que as filmagens no local mostram isso.Segundo assessores do Palácio do Planalto, participam da reunião com a ministra-chefe da Casa Civil também representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. (Com Reuters)

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