'É fila no banheiro, no embarque, no táxi...'

Passageiros se queixam, mas passagens baratas já permitem viagens até de quem jamais pensou em pisar em um avião

Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2010 | 00h00

O crescimento da economia brasileira e o barateamento da passagem são os dois principais motivos para o crescimento da aviação brasileira. Sempre de olho nas promoções, a telefonista Mara Belkis, de 50 anos, viajou pela primeira vez de avião. Foi a Brasília, na casa da filha.

A telefonista mora no Capão Redondo, na zona sul, um dos bairros mais pobres da capital paulista. "Acesso a internet e encontro várias promoções, com passagem mais barata."

A empresária Daniela Zatti, de 43 anos, viaja mensalmente para São Paulo. No último ano, diz ter percebido aumento de passageiros e reclama da intensa movimentação no Aeroporto de Congonhas. "É fila na porta do banheiro, fila no embarque, fila para pegar um táxi. Infelizmente, em Porto Alegre não é diferente", diz a gaúcha.

"O Aeroporto de Congonhas não está preparado para receber tanta gente", diz Marcus Reis, piloto e professor de Aeronáutica da Universidade Estácio de Sá. "O quadro atual é caótico", diz o governador, Alberto Goldmann (PSDB), que enviou ofício ao Ministério da Defesa em junho cobrando a construção de um terceiro aeroporto na Grande São Paulo.

Prefeitura cobra horário reduzido de funcionamento

Em vez de operar das 6h às 23h de segunda a sexta, como é hoje, a Prefeitura quer que o funcionamento seja das 7h às 22h; e, no fim de semana, das 9h às 22h. A medida reduziria o movimento de pousos e decolagens em quase 12% - 62 operações a menos. O prazo para que o horário de Congonhas fosse alterado venceu em 5 de abril. Mas, para Anac e Infraero, é de responsabilidade da União controlar o funcionamento do aeroporto.

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