'É difícil explicar a universidade pública gratuita no exterior'

O resultado da Fuvest demonstra a falência do ensino básico em proporcionar igualdade de oportunidades a diferentes faixas de renda e etnias. Embora os números tragam uma mensagem de injustiça revoltante, é necessário analisar com cuidado os remédios propostos.

ANÁLISE: Roberto Lobo, EX-REITOR DA USP, CONSULTOR, ANÁLISE: Roberto Lobo, EX-REITOR DA USP, CONSULTOR, O Estado de S.Paulo

04 Maio 2013 | 02h02

É justo que filhos das classes A e B, que estudaram em colégios particulares, entrem em universidades públicas sem terem de pagar? É difícil explicar no exterior a universidade pública gratuita do Brasil.

Os dados levantam questões também sobre a política das cotas como solução. Seria necessário "democratizar a USP"? E a missão da USP comporta isso? Se a USP adotar as cotas, poderá se manter entre as melhores do mundo? As melhores universidades do mundo, em geral, não chegam a 50 mil estudantes, incluindo os de pós-graduação. As universidades precisam de missões claras para cumprirem suas metas. As cotas para estudantes das faixas de renda menores, com o devido apoio acadêmico, são as mais justas porque a pobreza é o maior obstáculo ao sucesso acadêmico do estudante.

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