É como ganhar no tapetão, diz arquiteto sobre o Pacaembu

'O Pacaembu é tão importante para São Paulo que não pode ser restringido aos interesses de um clube'

Lucio Gomes Machado, arquiteto professor da FAU/USP

02 Abril 2009 | 10h22

Sou paulistano há 63 anos e corintiano há 58. Não escolhi ser paulistano, mas adoro a cidade. Escolhi ser corintiano e persisto na sina desta nação integrada por brasileiros e estrangeiros de todos os quadrantes. Lamentavelmente, o clube não tem tido os líderes que merece. Disto resultou não termos estádio, apto a abrigar a sua torcida, há tanto tempo prometido e nunca construído.

 

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Mas isto não justifica ganhar uma sede da Prefeitura. Conquista do Coringão é no campo e não no tapetão. A nação deve se organizar, barrar os dirigentes incompetentes e fazer acontecer o tão esperado estádio na estação Itaquera-Corinthians. O outro lado da questão: o Pacaembu é uma joia da cidade, pertencente a todos os paulistanos, guardada pelos moradores do bairro. É pista de caminhada para os idosos e academia de esportes para jovens. É um maravilhoso patrimônio arquitetônico originado no Escritório Severo Villares, parte fundamental da paisagem da cidade, ponto de referência para as mais variadas manifestações cívicas/culturais.

 

A Prefeitura diz: "Se não é o maior estádio, é o que tem a melhor visibilidade na hora do jogo. Se não é o mais moderno, é confortável e acolhedor. Se não é o mais bonito, é fascinante. Mas existe uma verdade irrefutável: é o mais importante de São Paulo."

 

O Corinthians não cabe no Pacaembu, mas o Pacaembu é tão importante para São Paulo que não pode ser restringido aos interesses de um clube.

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