É bem possível que sigam para a iniciativa privada

Análise: Mozart Alemão

É CONSULTOR DE INFRAESTRUTURA , AEROPORTUÁRIA, O Estado de S.Paulo

08 Abril 2012 | 03h05

Os aeroportos regionais sempre foram muito pequenos - nasceram como aeroclubes, voltados para a aviação geral. Mas empresas aéreas grandes começaram a lançar rotas para o interior, principalmente Trip, Azul e Passaredo, que operam bastante nesse nicho. Isso fez crescer o movimento nos aeroportos pequenos de maneira muito relevante.

Por causa disso, hoje a maioria deles tem infraestrutura deficiente. Precisam de modernização, de ampliação. O governo do Estado de São Paulo não tem feito os investimentos necessários porque atualmente não tem verba para isso. Investir R$ 70 milhões em 31 aeroportos é uma quantia baixíssima, apenas para manutenção. Para haver melhoria de infraestrutura, essa verba injetada teria de ser bem maior.

Os aeroportos que mais precisam são Ribeirão Preto, Araçatuba e Marília, cujos voos regulares só aumentam. Naturalmente, há bons aeroportos, como o de Bauru, que é ótimo, com instalações maravilhosas. Mas é um apenas.

Há três anos surgiu a ideia de conceder esses aeroportos à iniciativa privada - ideia que ainda não saiu do papel, mas é bem possível que seja levada adiante pelo governo estadual muito em breve. Hoje temos o exemplo dos aeroportos concedidos pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), incluindo Cumbica, Viracopos e Brasília, e o Daesp deve seguir a mesma linha.

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