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E acabou tudo em pizza

Como os dirigentes do Palmeiras, um jornalista e a Castelões inventaram uma das expressões mais usadas atualmente

Luiz Felipe Barbiéri, O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2015 | 17h38

A expressão que se popularizou como sinônimo de “no fim, não deu em nada” e “depois de tanta encrenca, ficou tudo bem” surgiu na década de 60, no Brás. Naquela época, dirigentes da Sociedade Esportiva Palmeiras costumavam frequentar a Cantina Castelões, na Rua Jairo Góis – a mais antiga pizzaria ainda em atividade na cidade de São Paulo.

O episódio que deu origem à expressão começou tenso, durante um encontro na sede do clube. O Palmeiras passava por uma crise e os cartolas não se entendiam. “Meu tio-avô e meu avô eram sócios-fundadores do Palmeiras e participavam dessas reuniões. Eram sempre difíceis. Algumas eram feitas aqui, em tom mais informal”, conta Fábio Donato, atual proprietário da Castelões. Seu tio-avô, Carmine Eugênio Donato, era casado com Dona Ida, irmã do fundador do restaurante, Ettore Siniscalchi. Daí a ligação entre a pizzaria e os palmeirenses.

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Na ocasião, o então presidente do Palmeiras teria dito aos dirigentes que eles só encerrariam o encontro quando todos os problemas estivessem resolvidos. Mas não houve acordo. Depois de catorze horas de discussão, a fome apertou e os palmeirenses foram até a pizzaria. O jornalista Milton Peruzzi, que cobria as notícias do clube para o jornal “A Gazeta Esportiva”, acompanhou tudo. Após algumas rodadas de chope, várias garrafas de vinho e dezoito pizzas tamanho família, os cartolas enfim chegaram a um acordo.

Mal sabia o palmeirense Peruzzi que colaria no seu time de coração o surgimento de uma expressão hoje associada à impunidade. Ao resumir o episódio na manchete do dia seguinte, o jornalista cravou: “Crise do Palmeiras termina em pizza”.

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