Durante uma semana, SP vira New Orleans

Grandes nomes do jazz e do blues fazem shows em casa noturna e tocam também na rua

CAMILA BRUNELLI , O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2012 | 03h05

Jazz, blues, funk, soul e outros ritmos musicais de New Orleans desembarcaram na sexta-feira em São Paulo para estrelar a 10.ª edição do Bourbon Street Festival. Durante toda a semana, shows com as principais bandas do gênero vão ocorrer na capital paulista. Também haverá espetáculos no Rio, em Brasília e em Curitiba. As apresentações estão marcadas para o Bourbon Street, na Rua dos Chanés, 127, em Moema. Os preços variam de R$ 50 a R$ 125.

Sábado, um dos principais símbolos paulistanos já recebeu os trompetes, saxofones e guitarras do festival. Segundo a organização do evento. pelo menos 15 mil pessoas foram ao Parque do Ibirapuera prestigiar os shows gratuitos.

Não foram poucas as cangas e esteiras nos gramados mais próximos da Arena de Eventos, na tarde ensolarada de anteontem. "Está o maior acampamento aqui", disse a designer Cintia Vilela, de 38 anos, que brincava com o filho Matteo e a sobrinha Nina na grama. "A gente sempre traz as crianças, é sossegado."

Já o analista de TI Rodrigo Neto, de 31 anos, foi de bicicleta encontrar os amigos para curtir o festival. "Já que moro perto, uni o útil ao agradável. Trouxemos até nosso cooler com a cerveja."

"O clima daqui é ótimo e está um dia lindo", observou a advogada Viviane Soares, de 31 anos, que voltava ao festival depois de tomar chuva na edição passada. Ela e os amigos foram conferir a apresentação da banda Bonerama, que mistura jazz e rock e tocou durante mais de uma hora, animando o público ao som de três trombones, baixo e guitarra.

A partir de amanhã os shows voltam ao palco do Bourbon Street Music Club. Para o encerramento do festival, no domingo, haverá mais shows gratuitos, desta vez na Rua dos Chanés, onde fica o Bourbon. A novidade neste ano é que o palco, normalmente montado na rua, desta vez ficará na rotatória. A organização espera que 15 mil pessoas compareçam ao encerramento do festival, 30% a mais do que no ano passado.

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