Durante a madrugada, grupo faz arrastão em lojas de Ilhabela

Bandidos aproveitaram noite chuvosa e fria e assaltaram dois estabelecimentos no centro da cidade

Reginaldo Pupo, Especial para O Estado

17 Março 2011 | 17h55

SÃO SEBASTIÃO - Ao menos sete homens armados fizeram um arrastão no centro de Ilhabela, litoral norte de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira, 17. A noite fria e chuvosa, com as ruas desertas, facilitou a ação dos bandidos.

 

Eram 4h15 quando o bando, que chegou em uma lancha, destruiu a fachada de uma loja de roupas de surfwear e levaram cerca de 300 peças, entre bermudas e camisetas, segundo levantamento preliminar. As câmeras de monitoramento da prefeitura flagraram parte da ação e as imagens já estão em poder da polícia para tentar identificar os suspeitos.

 

Em seguida, os bandidos arrombaram um café, onde também funciona uma boutique de luxo, e levaram cerca de 300 óculos e 180 relógios de grife, segundo o proprietário José Roberto Pacheco. Dois suspeitos foram detidos pela Polícia Militar logo após os furtos. Os demais fugiram na lancha, que estava em uma praia em frente aos estabelecimentos.

 

É a quinta vez que o Free Port Café é assaltado. A última, em outubro do ano passado, ocorreu da mesma forma: os bandidos chegaram e fugiram de lancha. À época, eles também assaltaram a mesma loja de surfwear.

 

A delegada titular de Ilhabela, Renata do Carmo Lourenço, disse que a polícia está investigando se o arrastão de hoje tem ligação com o registrado em outubro. "Há fortes indícios de que se trata da mesma quadrilha, mas estamos investigando. A ação é idêntica. O mesmo número de pessoas envolvidas e a mesma forma de fuga", disse.

 

Desabafo. Ainda abalado, o proprietário do Free Port Café, José Roberto Pacheco, contabilizava na tarde de ontem os prejuízos. "Arrombaram a porta e limparam tudo". É a quinta vez que seu estabelecimento, que vende óculos de marcas famosas e chegam a custar até R$ 2 mil, é assaltado.

 

"A minha única função aqui (em Ilhabela) é pagar imposto e atender às exigências do poder público. Pago o imposto mais caro do mundo e não tenho segurança", desabafou. Pacheco disse que na madrugada do arrastão, havia apenas uma viatura da Polícia Militar na cidade. "Tiveram que chamar reforço".

 

Insegurança. Os moradores da cidade estão apreensivos com mais um assalto cinematográfico. Agências bancárias também já foram assaltadas da mesma forma, ou seja, com os bandidos chegando e fugindo de lancha. Algumas delas acabaram se mudando para o bairro Perequê, longe do centro.

 

"O problema é, inegavelmente, sério", resume o presidente do Conselho Municipal de Segurança de Ilhabela (Conseg), Onofre Sampaio Junior. Segundo ele, nos últimos dois anos, a entidade vem pedindo à Secretaria de Segurança Pública maior efetivo. "As polícias Civil e Militar de Ilhabela fazem o que podem com a estrutura existente. No entanto, é necessário que o Estado olhe para os problemas de Ilhabela, que é um município diferenciado", frisa.

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