Duque de Caxias deve demolir 150 casas abaladas por chuva

Pelo menos 40 casas estão condenadas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, por causa da enxurrada de quinta-feira, que matou duas pessoas na cidade. O prefeito Alexandre Cardoso (PSB) afirmou que vai demolir construções que oferecem risco, principalmente as das margens do rio conhecido como Cachoeira de Xerém. Ele estima que até 150 imóveis estejam em áreas vulneráveis.

FELIPE WERNECK / RIO , O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2013 | 02h37

"Queremos evitar que mais pessoas morram em função dessa tragédia. Uma casa que pode matar não deve ficar de pé", disse Cardoso, que assumiu no dia 1.º. Algumas moradias foram interditadas pela Defesa Civil, mas a demolição depende de laudos do Instituto Estadual do Ambiente e do Ministério Público.

O prefeito garante que os moradores receberão um aluguel social de R$ 500. Outra medida já anunciada são 300 bolsas no valor de R$ 5 mil. O critério para distribuí-las será definido até hoje - ontem, a população fazia fila para se candidatar ao benefício. "Não vamos dar para pessoas que possam voltar para áreas de risco", disse.

Rescaldo. Em Xerém, ontem foi dia de calor. Caminhões-pipa distribuíam água, que era escassa até a véspera. Segundo a prefeitura, a energia foi religada.

Moradores circulavam de máscara cirúrgica por causa da poeira. Apesar dos alertas, muitas pessoas insistiam em atravessar o rio a pé - a ponte que existia foi derrubada pela enxurrada e uma provisória só deve ficar pronta na quarta-feira. Uma mulher quase foi levada pela água ao atravessar - foi resgatada por três homens. Marlene de Souza Mateus, de 43 anos, chorou quando recebeu uma cesta básica. "A água arrastou tudo", disse.

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