Duplicação da Tamoios começa após feriado

Quem passar pela estrada antes do dia 2 já verá placas da obra, orçada em R$ 557 mi

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

25 Abril 2012 | 03h34

As obras de duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios (SP-099) devem começar na terça-feira, dia 2 - imediatamente depois do feriado do Dia do Trabalho. O governo do Estado anunciou ontem o início dos trabalhos, orçados em R$ 557,4 milhões e divididos em dois lotes.

Quem usar a rodovia em direção ao litoral norte paulista neste feriado já deverá encontrar a Tamoios com sinalização da obra. Ao todo, serão 22 placas ao longo do trecho de planalto, que vai de São José dos Campos até o km 60,4, em Paraibuna.

Após o feriado, o maquinário e outros equipamentos que serão usados deverão ser instalados no que será o canteiro central da rodovia. Um dos dois lotes da obra começa no km 11,5. O outro, no km 35,8. A construção das duas partes da pista, no entanto, será feita pelo mesmo grupo comercial - o consórcio Encalso-S.A. Paulista, formado por essas duas construtoras. A licitação durou sete meses e terminou na semana passada. A previsão é de que a obra demore 20 meses para ficar pronta e seja entregue durante o verão de 2013/2014.

O trecho de serra da Tamoios continuará, por enquanto, sendo feito por pista única. O governo do Estado pretende fazer uma Parceria Público Privada (PPP) para execução da obra dentro da Serra do Mar. Dessa forma, a previsão é de que a nova pista tenha pedágio - a exploração será feita pelo grupo que duplicar o trecho de serra, que também terá a obrigação de construir alças que passem fora das cidades de São Sebastião e Caraguatatuba.

A contratação desse consórcio foi festejada pelo governo como "um sucesso", por causa de um novo modelo de processo seletivo. Segundo cálculos oficiais, a obra foi contratada com desconto de 32%.

Desconto. Obras como essa geralmente são divididas em vários lotes - entre outros motivos, para garantir que as empresas tenham condições de executar o serviço inteiro. No caso de um eventual calote ou atraso contratual por parte de uma empresa, os demais lotes continuam a ser construídos.

Nessa obra, que tinha apenas dois lotes, o Estado optou por permitir que uma mesma empresa fosse vencedora. E com uma vantagem: o grupo poderia fornecer um preço para um lote, outro para o segundo lote e um terceiro preço, com desconto, caso a empresa quisesse fazer os dois lotes. E foi o que aconteceu: a previsão que a estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) apresentou para a obra era de que custaria cerca de R$ 821 milhões.

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