Dupla só roubava rede de papelaria

Prejuízo pode ter chegado a R$ 300 mil

O Estado de S.Paulo

21 Março 2012 | 03h01

O caso costuma ser comum nas investigações policiais. Criminosos que, não se sabe se por preguiça ou comodismo, passam a concentrar as ações contra uma mesma vítima. Foi o que ocorreu com a rede de papelaria Kalunga, assaltada 31 vezes ao longo de um ano e meio. Ontem, a Polícia Civil apresentou dois suspeitos de realizar pelo menos dez desses assaltos.

Diego Caslech Dantas Gonçalves, de 19 anos, e Cícero Feitosa, de 42, o Madruga, variavam somente de unidades, roubando desde lojas da Kalunga nas zonas norte (Cantareira), sul (Ipiranga, Vergueiro e Vila Mariana), leste (Radial Leste), oeste (Avenida Rebouças e Vila Leopoldina) e no litoral. Juntamente com os dois, foi apreendida uma arma de brinquedo, usada durante as ações, filmadas por câmeras da rede.

Segundo os investigadores, os ladrões chegavam a brincar com a obsessão pela Kalunga. Um deles, que tinha um código de barras tatuado no braço, afirmava que pertencia à rede de papelaria e por isso passava no local de 15 em 15 dias. A assiduidade dos ladrões levou a polícia a suspeitar de algum funcionário da empresa, que pode ter facilitado a estratégia dos ladrões, dando dicas de como proceder.

"Essa é uma das suspeitas a serem investigadas", diz o delegado Fábio Dal Mas, titular da 2.ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptação de Cargas (Divecar). "Casos de roubos repetitivos costumam se repetir por aqui", disse.

Segundo Del Mas, a investigação levou de três a quatro meses. Foram identificadas as rotas de fugas mais usadas e o carro. Eles acabaram sendo presos na Avenida Cupecê, na zona sul. Os ladrões levaram basicamente dinheiro vivo e notebooks. Estimativas iniciais calcularam que o prejuízo pode ter chegado a R$ 300 mil. / BRUNO PAES MANSO

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