Dupla morre após invadir casa e trocar tiros com a PM na região do Rio Pequeno

No momento em que separavam joias, dinheiro e outros objetos na residência, assaltantes foram surpreendidos com a chegada da PM, acionada por um dos vizinhos

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

31 Maio 2011 | 04h24

SÃO PAULO - Dois bandidos morreram e um conseguiu fugir, por volta das 20h30 desta segunda-feira, 30, durante uma troca de tiros com policiais militares do 16º Batalhão após invadirem uma das casas da rua Coronel Salvador de Moya, no Rio Pequeno, zona oeste de São Paulo.

 

Armados com dois revólveres, calibres 38 e 32, os criminosos renderam uma enfermeira, de prenome Luciana, que chegava em casa e guardava o veículo na garagem. No momento em que separavam joias, dinheiro e outros objetos no interior da residência, os assaltantes foram surpreendidos com a chegada da Polícia Militar, acionada por um dos vizinhos.

 

Um dos criminosos conseguiu fugir pelos fundos. Os outros dois, armados, foram cercados pelos policiais durante a fuga e resolveram atirar. No revide, acabaram baleados e, mesmo encaminhados para os prontos-socorros Bandeirantes e Universitário, morreram. Ambos estavam sem documentos. O caso foi registrado no 51º Distrito Policial, do Butantã, e será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por se tratar de suposta resistência seguida de morte.

 

Violência - A região do Rio Pequeno, localizada entre o Jaguaré e a rodovia Raposo Tavares, é formada por muitos e minúsculos bairros, entre eles a Vila Iolanda e o Jardim Esmeralda, e quase sempre aparece no noticiário policial como palco de assaltos a residência, alguns deles com final trágico, em que a vítima é baleada e morta.

 

Outros casos - Na noite da última quinta-feira, 26, Osmar José Pereira, de 58 anos, estacionava seu veículo na garagem de casa, na rua Lucília Perez, na Vila Iolanda, mesmo bairro onde mora a enfermeira, quando foi abordado por dois homens. Não se sabe por que, mas a dupla, que teria anunciado o assalto, atirou e fugiu sem levar nada. Levado ao pronto-socorro Sara Kubitschek, Osmar não resistiu e morreu. A polícia acredita que são os mesmos bandidos ou criminosos de uma mesma quadrilha.

 

Na noite do dia 5 de janeiro de 2010, o gráfico Anderson Fernando da Silva, de 23 anos, tentou defender a irmã, Elaine Cristina da Silva, 28 anos, surpreendida no portão de casa, na rua Doutor João Vieira Neves, no Jardim Esmeralda, quando chegava da academia. Elaine se assustou e gritou. Anderson, que estava ao computador, ao ouvir o grito da irmã, foi até o portão. A dupla, que fugiu levando a bolsa de Elaine, atirou duas vezes, atingido um dos seios da jovem e o peito do rapaz. O casal de irmãos foi encaminhado para o Hospital Universitário, onde Anderson já chegou morto. Elaine sobreviveu e, dias depois, por meio de foto, reconheceu o criminoso, Alessandro Costa dos Santos, de 18 anos, foi preso posteriormente pela polícia.

 

Localizada a 300 metros da Favela do Sapé, a rua Doutor João Vieira Neves foi palco de outro latrocínio. No final da noite de 12 de dezembro de 2008, a médica ginecologista, Nadir Oyakawa, de 53 anos, foi baleada e morta por assaltantes. Ela era uma das principais autoridades no Brasil no tratamento do HPV e chefiava o setor de laser do Hospital Pérola Byington. Nadir morreu ao tentar escapar de três assaltantes que a abordaram na porta da casa do irmão dela. Ocupando um Zafira prata, a médica tinha acabado de deixar em frente ao portão um casal de sobrinhos. Neste momento, os criminosos apareceram e anunciaram o assalto.

 

Temendo pela integridade física dos sobrinhos, ela buzinou e pediu para que eles entrassem rapidamente. Um dos criminosos, assustados com a reação da vítima, atirou, e atingindo Nadir na região dos rins.

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