DTP ampliará fiscalização de táxis no Aeroporto de Congonhas

Taxistas sem credencial burlam o sistema para conseguir clientes, utilizando 'caronas' para entrar no aeroporto

Naiana Oscar, do Jornal da Tarde,

09 de abril de 2008 | 15h00

O Departamento de Transporte Público (DTP) deve ampliar a fiscalização no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, para impedir que táxis não credenciados peguem passageiros no local. Até o momento da publicação desta matéria, a Secretaria Municipal de Transportes não havia retornado os contatos da reportagem. A informação foi passada na tarde de terça-feira, 8, pelo diretor do DTP, coronel Roberto Allegretti, aos taxistas de Congonhas. Na terça, o Jornal da Tarde mostrou como taxistas sem alvará para trabalhar no aeroporto conseguem burlar a fiscalização da Prefeitura e entrar no local para conseguir clientes. Como desde outubro do ano passado os motoristas não credenciados só podem entrar em Congonhas com passageiro, eles começaram a contratar "caronas". Um grupo de pessoas, entre eles mulheres, idosos e adolescentes, se reúne numa praça, na Rua Renascença , perto do Hotel Ibis, para atuar como caronas. Eles recebem R$ 2 por viagem até o aeroporto. Descem perto da área de desembarque, depois de passar por um marronzinho que fica posicionado no fim do Túnel Paulo Autran, e voltam à praça, pela passarela. Os caroneiros costumam trabalhar oito horas por dia e, quando há movimento no Aeroporto de Congonhas, chegam a ganhar R$ 30,00. Os motoristas que participam do esquema alegam que os 961 táxis credenciados (entre eles, comuns e especiais) não são suficientes para atender os passageiros. Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, Natalício Bezerra, não há como punir esses taxistas porque eles contratam caronas. "Só é irregular a partir do momento em que eles aliciam passageiros no aeroporto", disse. Se os fiscais do DTP flagrarem, a multa é de R$ 51. O diretor do DTP não entrou em detalhes sobre quando o número de fiscais seria reforçado.

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