Droga virou obsessão de governo e 'pacote' recicla projetos

Depois do PAC, do pré-sal e da banda larga, o crack virou a nova obsessão do governo federal. Muitas das ações anunciadas já existem atualmente ou estavam previstas antes do surgimento do plano. Outras foram ampliadas e reunidas em um mesmo "pacote" com nome de impacto.

Cenário: Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2010 | 00h00

Uma das soluções é o projeto de criar 25 Consultórios de Rua, já anunciado em dezembro. Por essa proposta, levam-se equipes multiprofissionais com agentes de saúde até os locais onde os usuários de drogas se reúnem. O ministério também prevê a construção de Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que já haviam sido anunciados em junho no Plano Emergencial de Drogas (Pead). Embora o programa surja no momento em que o combate à droga é uma das bandeiras da candidata Dilma Rousseff (PT), o governo nega qualquer contorno político. "O Ministério da Justiça já vem há muito tempo preocupado com a questão do crack", rebateu o ministro Luiz Paulo Barreto.

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