Drama de refém já dura 65 horas em Santo André

Polícia Militar afasta imprensa do local; por telefone, jovem diz que vai se entregar no momento certo

Daniela do Canto, do Jornal da Tarde,

16 de outubro de 2008 | 05h50

Já dura 65 horas o drama da estudante Heloá, 15 anos, mantida refém, desde às 13h30 de segunda-feira, pelo ex-namorado, Lindembergue Fernandes Alves, 22, em um apartamento da CDHU no Jardim Santo André, em Santo André, no ABC paulista.   Veja também: Jovem diz que vai matar ex-namorada se polícia invadir o local Em 2 anos, houve ao menos 3 seqüestros por relacionamento Mãe de seqüestrador ficou aliviada ao ouvi-lo, diz amigo Garota libertada de seqüestro fala à polícia em Santo André 'Ele estava com revólver e várias balas no bolso' Segundo irmãs, rapaz nunca andou armado   Até as 2 horas desta quinta-feira, da Rua dos Dominicanos, era possível se perceber luzes no interior do apartamento. Parte da claridade vinha do aparelho de TV, que foi desligado pelo seqüestrador depois deste horário.   A Polícia Militar não conversou com a imprensa durante toda a madrugada e aumentou a área de isolamento do prédio. Os repórteres foram colocados a uma distância em linha reta de 150 metros e em um ponto do qual não é possível visualizar o bloco e nem as janelas do apartamento onde a estudante é mantida refém. Por volta das 5 horas, a polícia se aproximou um pouco mais do imóvel. Não há informações de que as negociações tenham continuado durante a madrugada desta quinta-feira.   O longo período fez com que este se tornasse o maior seqüestro em cárcere privado da história do Estado, atrás apenas do seqüestro de três crianças e a mãe, mantidos por 56 horas dentro de casa por um assaltante de 23 anos, em março de 2007 em Campinas.   Os dois romperam o namoro de 2 anos e 7 meses há um mês. Ele quis voltar. Ela não. Outros dois adolescentes e uma garota, todos de 15 anos, foram feitos reféns no mesmo dia. Mas somente Eloá era mantida no cativeiro. As negociações com Lindembergue foram retomadas às 8h após uma madrugada de silêncio. Ele interrompeu a conversa na noite anterior depois soltar a estudante Nayara. A amiga de Eloá foi mantida refém por 33h. Foi libertada às 23h de terça-feira.   Na quarta-feira, Lindembergue conversou com a reportagem do jornal Estado por telefone celular e afirmou que vai se entregar "no momento certo". Ele disse ainda que se houver invasão policial, irá matar a ex-namorada.   (Colaboraram Eduardo Reina, de O Estado de S. Paulo; Marcela Spinosa e José Dacauaziliquá, do Jornal da Tarde; e Ricardo Valota, do estadão.com.br)

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