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Doze são afastados por suspeita de usar câmeras para espiar mulheres

Denúncia de que equipamentos de segurança tinham mau uso em Araraquara resultou em sindicância na Guarda Municipal

Rene Moreira, Especial para o Estado

13 Dezembro 2013 | 11h22

FRANCA - A Guarda Civil Municipal de Araraquara, no interior de São Paulo, afastou 12 guardas suspeitos de usarem o sistema de monitoramento eletrônico para espiarem mulheres nas ruas. O objetivo das câmeras é vigiar áreas de grande movimentação de pessoas na cidade, ajudando na segurança da população. Mas um vídeo mostra os equipamentos sendo direcionados para decotes e partes íntimas de mulheres que transitam pelas vias e casais trocando carícias.

A denúncia foi apresentada na Câmara Municipal e encaminhada ao Ministério Público. O vídeo para comprovar a acusação foi exibido no Legislativo local e mostra momentos em que as câmeras deixam de cuidar da segurança da população e passam muitos minutos acompanhando os outros objetos de interesse dos guardas. Em um dos trechos, a câmera vigia um trecho movimentado do centro, mas basta passar uma mulher de short e o foco passa a ser ela.

Até quando entra em uma loja na Rua 9 de Julho, a jovem é acompanhada pelas lentes, que ficam aguardando até ela sair, para em seguida continuar a acompanhá-la com close no decote e em partes íntimas. Em outro ponto, os protagonistas foram dois adolescentes que namoravam no banco da praça. A câmera ficou por quase 30 minutos focando em close a troca de carinhos.

A denúncia chegou primeiro à vereadora Gabriela Palombo (PT), que contou ter recebido as filmagens neste mês de uma fonte ligada à guarda. O material também foi mandado para o Ministério Público, que já vinha investigando problemas no sistema de monitoramento. De 26 câmeras, só 9 estariam funcionando. A prefeitura informou que condena esse tipo de conduta e que vai apurar o caso.

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