Dos símbolos ao 'non ducor duco'

O brasão do Município de São Paulo foi criado pelo poeta, jornalista e advogado Guilherme de Almeida, em parceria com o pintor e historiador José Wasth Rodrigues. Em 1916, durante o governo Washington Luís, houve um concurso para escolha do símbolo. O desenho vencedor acabou oficializado no ano seguinte, com alterações solicitadas pela comissão julgadora.

O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2011 | 03h03

A divisa "non ducor duco" é uma expressão latina. Quer dizer "não sou conduzido, conduzo", valorizando o papel de liderança da capital no Estado e no País.

Simbolizando a fé cristã, o brasão é formado por escudo com braço empunhando a bandeira da Cruz da Ordem Cristo, usada pelos navegadores portugueses. Sobre ele, uma coroa de cinco torres visíveis - de um total de oito - alude ao status de cidade capital. Principal motor da economia paulista na época, o café aparece nos adornos laterais.

Houve duas tentativas de concurso para escolher o símbolo. Na primeira, a comissão julgadora foi formada pelo então senador Carlos de Campos, monsenhor Benedito de Souza (representante do arcebispado), engenheiro Eduardo Aguiar de Andrada, pintor Mario Vilares Barbosa e jornalista Nestor Rangel Pestana. Sem vencedor, houve a segunda edição - na qual Barbosa foi substituído pelo também pintor Benedito Calixto. / EDISON VEIGA

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