Dos 220 na obra, só 5 chegaram

Porteiro de um edifício-garagem em construção ao lado da Estação Morumbi, Silvânio Robério, de 22 anos, disse que dos 220 operários da obra apenas cinco haviam chegado até as 6h. "Hoje está feio, viu? Nem o colega que me rende chegou. Para ir embora, vou ter de tomar um ônibus até Pinheiros e de lá voltar em outro para o Jaguaré." No empreendimento de torres comerciais ao lado, a situação era parecida. Dos 600 funcionários, apenas 240 chegaram no horário.

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2011 | 00h00

Já as ambulantes Nilza Sousa, de 29 anos, e Adriana Santos, de 36, tinham pouca esperança de vender os lanches e bolos de café da manhã na porta da mesma estação. Como a delas, outras três mesas com pães, bolos, salgadinhos e café com leite ficaram montadas, à espera de clientes. "Dependemos muito de quem vem de CPTM. Se soubesse da greve, não estaria aqui. Acho que vamos levar muita comida de volta", lamentava Nilza.

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