GUSTAVO RAMPINI
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Doria visita prefeito de Buenos Aires: 'nos identificamos muito'

Prefeito eleito em São Paulo destacou características de Horácio Larreta, que deve trazer à gestão

Pedro Venceslau, Enviado especial

14 de outubro de 2016 | 22h43

BUENOS AIRES - Em sua primeira viagem oficial internacional após ser eleito, João Doria (PSDB) visitou em Buenos Aires o prefeito da cidade, o economista Horácio Larreta, ligado ao presidente Maurício Macri, um político e empresário que serve de inspiração ao tucano. 

Doria e Larreta conversaram por mais de uma hora no gabinete do argentino, visitaram um museu e depois tomaram um café. A empatia entre os dois foi imediata. 

“Ele é jovem e tem um grau de informalidade que desejamos usar (na Prefeitura). Não usa gravata, como também não vou usar, e passa um bom tempo nas ruas. Nos identificamos muito”, disse o prefeito eleito paulistano. 

Em retribuição à visita, Larreta virá a São Paulo em fevereiro para, segundo o tucano, acertarem “ações conjuntas” nas áreas de zeladoria, economia criativa e mobilidade urbana. “Gostei muito da modelagem do metrô/bus de Buenos Aires. É barato, eficiente e funcional. É quase um VLT. Vamos compartilhar experiências a partir de fevereiro”, disse Doria. 

O prefeito eleito paulistano contou ao colega seu projeto de fazer parcerias público-privadas (PPPs) em várias áreas. O colega portenho pretende fazer o mesmo. 

“O Estado aqui foi fechado e hostil a investimentos (privados). Agora ele vai abrir para programas de PPPs e parcerias. Mesmo com Macri (na prefeitura de Buenos Aires), era difícil fazer isso com Kirchner no poder”, disse Doria. 

Doria também conversou com Larreta sobre a experiência de ocupação de espaços públicos, especialmente em elevados, como o Minhocão. Essa foi a deixa para o tucano dizer que vai manter os atuais horários de fechamento da via nos fins de semana. 

Protesto. Enquanto ocorria o encontro de prefeitos, movimentos sociais argentinos realizavam uma jornada de 12 horas de protesto na capital, para “mostrar a desigualdade entre o norte e o sul do território portenho”. Eles querem a urgente urbanização de ocupações populares em Buenos Aires. 

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