Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Doria visita morador de rua agredido e confirma emprego para ele e mulher

Em conversa com o casal, prefeito classificou como 'muito condenável' e 'absolutamente covarde' a atitude de guarda-civil contra Samir Ali Ahmed Sati

O Estado de S.Paulo

05 Maio 2017 | 11h29

SÃO PAULO - Em visita ao morador de rua Samir Ali Ahmed Sati, de 40 anos, agredido na quarta-feira, 3, pelo agente José Rivanilson de Jesus, 39 anos, da Guarda-Civil Metropolitana (GCM), o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que a gestão municipal conseguiu um emprego para Sati e sua companheira, Mirella Nunes Ramos, de 37.

"É um prêmio muito grande", afirmou Mirella em vídeo divulgado na página de Doria no Facebook na madrugada desta sexta-feira, 5. "A gente estava tomando banho numa bica."

Veja o vídeo:

O prefeito respondeu que agora o casal terá "banheiro, chuveiro, água quentinha, com toalha, com cama, com cobertor". "Vocês dois, agarrem essa oportunidade de emprego para isso mudar a vida de vocês. Tenho certeza de que vocês vão ter muito sucesso", disse.

Na publicação, Doria não informou qual será o emprego de Sati e Mirella. A preparação para a vaga começará na segunda-feira, 8, segundo o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Filipe Sabará, que acompanhou o prefeito na visita ao abrigo em que o casal está, no Brás, região central da capital paulista.

Agressão. Em conversa com Sati e Mirella, o prefeito chamou de "muito condenável" e "absolutamente covarde" a agressão sofrida pelo morador de rua. "A Guarda-Civil Metropolitana é composta de gente muito boa de maneira geral, mas infelizmente tem situações de exceção, o que é triste."

O caso aconteceu nas imediações da Estação Conceição, no Jabaquara, na zona sul. Segundo Sati, ele havia deixado um carrinho de supermercado com seus pertences na rua quando saiu para comprar água. Ao retornar, avistou três guardas próximo aos seus objetos, que pediram para que apresentasse algum tipo de comprovante de posse.

Ao informar não ter a documentação, ele foi agredido por José Rivanilson de Jesus, 39 anos, com empurrões e uma rasteira. "É tudo o que tenho", repetia no vídeo publicado no Facebook pelo estudante de Jornalismo Marcos Hermanson.

Veja as imagens:

Ao Estado, Sati relatou nesta quinta-feira, 4, que precisará utilizar gesso no braço direito durante 120 dias após ter o punho fraturado pela agressão. Segundo ele, não está descartada a possibilidade de que precise ser submetido a uma cirurgia

A GCM anunciou o afastamento para "atividades operacionais" do guarda que cometeu as agressões, de acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana. Os outros dois envolvidos no caso foram ouvidos, mas permanecem em atividades nas ruas, de acordo com o secretário da pasta, coronel José Roberto Rodrigues.

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