NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Doria vai pedir ajuda financeira a Temer para congelar tarifa de ônibus

Encontro será no dia 25; governo federal está devendo R$ 400 milhões à cidade em recursos do PAC

Daniel Weterman e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

18 Outubro 2016 | 17h40

SÃO PAULO - O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta terça-feira, 18, que se encontrará com o presidente Michel Temer (PMDB) no próximo dia 25 para pedir um socorro do governo federal e permitir que a Prefeitura congele a tarifa de ônibus no ano que vem. O tucano esteve no bairro de Parelheiros, no extremo sul da cidade, para cumprimentar moradores e agradecer os votos recebidos.

O pedido será de R$ 500 milhões, afirmou Doria. Esse é o valor considerado necessário pelo tucano para manter a passagem a R$ 3,80 em 2017. Na proposta orçamentária encaminhada pela gestão Fernando Haddad (PT) à Câmara Municipal, está previsto R$ 1,8 bilhão para subsídios ao transporte público, conforme informou nesta manhã o secretário de Governo da Prefeitura, Chico Macena, após reunião de transição entre as equipes de Haddad e Doria.

"Tenho certeza que ele (Temer) será sensível para ajudar São Paulo, assim como São Paulo está ajudando ao não atualizar a tarifa contribuindo para a estabilidade inflacionária do País", disse Doria. Ele deverá viajar a Brasília para a audiência com Temer. Na ocasião, o tucano também vai participar de um encontro entre prefeitos do PSDB eleitos no primeiro turno no País.

Doria garantiu que a tarifa não sofrerá ajuste em 2017, buscando não aumentar o preço diante do quadro de desemprego na cidade. "2018 é outra história", falou, emendando que, com a recuperação econômica brasileira, será possível avaliar uma revisão tarifária. 

PAC. A falta de repasses do governo federal foi uma das principais queixas do prefeito Haddad ao longo da gestão e virou justificativa para o não cumprimento de promessas de campanha, como a construção de 20 Centros Educacionais Unificados (CEUs). Em janeiro deste ano, ainda na gestão Dilma Rousseff (PT), o petista cobrou da União o reembolso de R$ 400 milhões que, segundo ele, foram investidos pelo Município em obras do PAC. Doria vai cobrar essa conta. 

Desde o início da gestão Haddad, em 2013, a Prefeitura recebeu R$ 844,9 milhões em recursos do PAC, cerca de 10% dos R$ 8 bilhões que eram aguardados pela administração do petista. Segundo a Secretaria Municipal de Finanças, os reembolsos do PAC costumavam demorar 60 dias no início, mas agora levam mais de um ano para serem liberados. 

 

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