Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Doria vai à China com promessa de conhecer tecnologia para melhorar gestão pública

Como fez nas missões aos Emirados, aos EUA e à Coreia do Sul, prefeito também levará planos de desestatização a investidores

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

21 Julho 2017 | 03h00

SÃO PAULO - Com seis meses de governo e enfrentando uma realidade de pouca margem para anunciar investimentos, o prefeito João Doria (PSDB) embarca nesta sexta-feira, 21, para a China, em sua quarta viagem oficial, desta vez sob a promessa de conhecer saídas tecnológicas para melhorar a gestão pública da cidade. Como fez nas missões aos Emirados Árabes Unidos, aos Estados Unidos e à Coreia do Sul, Doria também levará seus planos de desestatização a investidores chineses.

A comitiva tem marcadas visitas a cinco empresas de tecnologia, quatro centros de gerenciamento de serviços como tratamento de água, monitoramento de tráfego e de segurança pública, além de reuniões com dois bancos e uma agência de fomento a investimentos no exterior.

Parte dessas empresas já têm parcerias firmadas com a Prefeitura. Na semana passada, Doria apresentou o programa City Câmeras, projeto que prevê a criação de uma rede de monitoramento inteligente da cidade, e duas das empresas envolvidas no projeto, a Dahua e a Hikvison, estão no roteiro do prefeito.

“Algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo estão na China, e com coisas muito interessantes. A gente está montando aquele centro de operações integrado e tem super a ver com a China. Xangai tem um dos melhores (centros de monitoramento) do mundo”, diz o secretário de Inovação de Tecnologia, Daniel Annenberg, que faz parte da comitiva.

O secretário, sem o prefeito, tem reuniões também em Yinchuan, cidade alvo de uma série de reportagens de veículos europeus e norte-americanos por conta de um sistema de comunicação entre cidadãos e o governo por meio de cartões eletrônicos e até biometria.

“Yinchuan está sendo considerada o primeiro centro mundial de inovação em smart cities do mundo. Eles montaram lá um instituto de pesquisa e inovação fazendo bairros inteligentes, ter um cartão inteligente da cidade, que permite aos moradores acessar os serviços disponibilizados pelos órgãos públicos através do cartão”, diz Annenberg.

O aprendizado poderia se valer para determinar regras para a concessão do bilhete único, segundo a Prefeitura.  

Transporte

Outro foco da viagem é conhecer a operação da frota de ônibus elétricos de Xangai - cidade autora do convite ao prefeito. O secretário de Mobilidade e Transportes, Sergio Avelleda, afirma que seu primeiro objetivo é “conhecer o ônibus elétrico em operação em um grande sistema” para “evitar os problemas” que os chineses podem ter tido ao iniciar esse processo. “No nosso edital (de renovação da frota de ônibus, que deve ser lançado ainda neste ano), não vamos mandar comprar ônibus elétrico. Mas vamos determinar a redução da emissão dos poluentes”, afirma.

A previsão é que o prefeito só retorne à capital no próximo domingo, dia 30. Por meio de nota, o prefeito também destacou a oferta de negócios imobiliários.

“Há vários bancos investidores chineses e bancos atrelados a grupos empresariais que têm interesse no Brasil. Já há um interesse real, já identificado, em negócios imobiliários. Os chineses são grandes construtores. Eles são ainda pequenos no Brasil, e obviamente em São Paulo, e têm interesse em fazer investimentos imobiliários em grandes edificações aqui”, disse.

Sua gestão já tem projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal que prevê a venda de ao menos duas centenas de terrenos públicos para a criação de um fundo imobiliário municipal.

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