Rovena Rosa/Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil

Doria reprova performance no MAM

Em vídeo, prefeito afirma que tudo tem limite e que é preciso respeitar as pessoas que frequentam os espaços públicos

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2017 | 17h21

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), publicou neste sábado, 30, no Facebook um vídeo em que reprova a performance do artista fluminense Wagner Schwartz que se apresentou nu, no centro de um tablado no Museu de Arte Moderna (MAM), na capital paulista e a mostra "Queermuseu", realizada pelo Santander Cultural em Porto Alegre.

Doria ressalta que o MAM é uma instituição séria e que "uma cena libidinosa que estimula uma relação artificial, condenada e absolutamente imprópria não deve ser colocada para o público".

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A polêmica foi criada nas redes sociais por causa da performance artística, intitulada La Bête, em que o artista interpreta a obra Bicho de Lygia Clark e que o público é convidado a tocá-lo. Na abertura do Panorama, na terça, 26, uma menina acompanhada pela mãe tocou os pés do coreógrafo nu que estava imóvel e deitado no chão. 

Segundo as denúncias, o museu “estaria expondo crianças e adolescentes a conteúdo impróprio, uma vez que um homem estaria pousando totalmente sem roupa e o público seria convidado a tocá-lo, inclusive crianças”.

O MAM afirmou que havia sinalização alertando sobre nudez e diz que "o trabalho não tem conteúdo erótico". O museu ressaltou ainda que a criança estava com a mãe e lamentou "manifestações de ódio e de intimidação".

O Ministério Público do Estado de São Paulo abriu na sexta-feira, 29, inquérito civil para apurar denúncias envolvendo o 35.º Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).

O promotor de Justiça Eduardo Dias, que atua na Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude (Setor de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos), "solicitou que o Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça elabore parecer sobre a classificação indicativa. Ao MAM, solicita informações sobre a referida mostra e pede esclarecimentos sobre o critério de classificação etária.”

Foi solicitada ainda ao YouTube e Facebook a retirada dos conteúdos que exibam imagens de crianças e adolescentes na mostra.

 

 

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