Adriana Ferraz/Estadão
Adriana Ferraz/Estadão

Doria quer repassar gestão de pacote de privatização a bancos

Deverão ser escolhidas três instituições nacionais e três internacionais

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2017 | 03h00

O prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) afirmou que pretende repassar o gerenciamento de seu pacote de desestatização a bancos nacionais e internacionais. Segundo disse o tucano em entrevista à Rádio Bandeirantes na tarde desta sexta-feira, 17, em Dubai, antes de embarcar de volta ao Brasil, o processo de seleção das instituições vai começar assim que ele retornar às suas atividades no comando da Prefeitura, depois de cumprir um roteiro de reuniões nos últimos cinco dias nos Emirados Árabes e no Qatar.

"Nossa ideia, ao voltar ao Brasil, depois deste road show, é iniciar o processo, dentro do que a lei permite, para nominar provavelmente seis bancos, três internacionais e três brasileiros, para serem gerenciadores de todo o programa de privatizações da Prefeitura de São Paulo em seus 55 lotes", explicou.

De acordo com o prefeito, os bancos podem facilitar o processo. "Vamos buscar investidores locais e internacionais. E, para isso, você precisa ter bancos que te ajudem a fazer os formatos e a fazer as negociações, seja com fundos de investimentos ou investidores diretos."

O Credit Suisse deve ser uma das três instituições internacionais a serem nomeadas por Doria, que se encontrou durante a viagem com representantes do banco na Ásia. "Ele deve fazer parte pela sua expertise em Brasil. O banco conhece profundamente o Brasil é já fez vários negócios do tipo lá", disse.

A instituição suíça diz ver potencial em projetos relacionados ao desenvolvimento imobiliário, ao futebol, aos parques públicos e também ao agronegócio, neste último caso com o Estado como parceiro.

Resumo. Antes de embarcar de volta, o prefeito ainda fez um resumo de sua primeira viagem internacional. Segundo o tucano, ficou claro na agenda cumprida em Dubai e Abu Dabi que os árabes têm interesse em serem gestores, administradores, dando a entender que pode ser viável fechar com eles negócios que envolvam concessões ou PPPs. Já no Qatar, a impressão que ficou é de que os investidores de lá preferem compras, ou seja, privatizações.

"O dinheiro do mundo está aqui, isso é muito claro. Viemos ao local certo, no momento certo. Como investidores, eles sabem que o melhor momento de compra é na baixa. O Brasil está num bom preço, tudo está em boas condições."

 

 

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