Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Doria quer 'liberar' e reurbanizar ruas da Cracolândia até fim de 2017

Segundo o prefeito, dependentes químicos devem ser retirados da região e inseridos na ação municipal ainda neste ano

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

13 Março 2017 | 14h23

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), apresentou nesta segunda-feira, 13, um projeto urbanístico para a região da Cracolândia, na Luz, região central da capital paulista, que deve começar a ser implementado até o fim deste ano. A reurbanização das ruas ocorrerá após o início do programa Redenção, previsto para junho. Segundo Doria, a ideia é que, até dezembro de 2017, os dependentes químicos tenham sido retirados da Cracolândia e inseridos na ação municipal.

"Não se trata apenas de resolver o problema clínico e social, mas também de garantir a reurbanização das áreas atualmente ocupadas. Isso é importante e faz parte de um planejamento estratégico para que, sobe nenhuma possibilidade, tenhamos a volta de consumidores de crack e muito menos de traficantes nesta área. Você tem que dar uma ocupação urbanística", afirmou. "Nossa ideia é que, ainda neste ano, iniciando (o programa Redenção) em junho, essa área esteja completamente liberada e já com o desenvolvimento sendo iniciado."

O Estado solicitou as imagens do projeto urbanístico para a Prefeitura, que negou. A declaração foi dada após uma reunião com duração de quase três horas no prédio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), com representantes do governo estadual, secretários municipais, seis promotores do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), entre outros membros.

Além da ação urbanística, Doria destacou que outras cinco áreas envolvidas no programa Redenção: saúde, zeladoria, social, sociedade civil e policial. No caso de sociedade civil, o prefeito se refere a organizações não governamentais (ONGs) e líderes religiosos.

"A Cracolândia é tema que há quase duas décadas aflige a vida na cidade.", disse Doria. "Hoje não temos mais uma Cracolândia. São nove."

Segundo o tucano, há 4 mil dependentes químicos espalhados pela capital. "Não é uma ação somente focada na Luz, nessa matriz da Cracolândia. São outras oito que vão exigir também uma ação estratégica bem construída por diferentes setores", disse.

 

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