Felipe Rau/Estadão
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Doria promete entregar 44 centros de acolhimento para moradores de rua até 2020

O primeiro CTA da gestão Doria se localiza na Radial Leste, na região do Brás, centro da capital. A administração municipal promete entregar pelo menos nove centros 24 horas até o final deste ano

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2017 | 20h19

SÃO PAULO - Na inauguração do primeiro Centro Temporário de Acolhimento (CTA) para moradores de rua na capital paulista, nesta quarta-feira, 10, o prefeito João Doria (PSDB) prometeu entregar um equipamento do tipo a cada mês até o fim da sua gestão: ao todo, serão 44 centros até 2020. 

"Até o final desse ano, serão oito. Se você considerar (que) será um por mês, são 4 anos de gestão. Nós temos aí 36 meses além dos oito até o fim do ano", afirmou o prefeito. O primeiro CTA da gestão Doria se localiza na Radial Leste, na região do Brás, centro da capital. A administração municipal promete entregar pelo menos nove centros 24 horas até o final deste ano. 

A Prefeitura estima que são 25 mil pessoas morando nas ruas da capital. No último censo da Prefeitura, de 2015, o levantamento apontou 16 mil moradores de rua.

Primeiro CTA. Com novidades como acolhimento 24 horas, canil e garagem para carroças, o local foi construído para atrair moradores de rua, que, ouvidos pelo Estado, queixam-se de horários restritos, presença de percevejos e falta de espaço para abrigar os cães em outros albergues municipais.

O CTA foi inaugurado ainda sem a conclusão do canil, que poderá receber 11 cães a partir do fim de maio. Já foram recebidas doações de camas, rações e potes. O albergue tem capacidade para 164 pessoas: 102 homens e 62 mulheres, incluindo os quatro leitos para pessoas com mobilidade reduzida. Embora tenha o nome "temporário", o CTA não tem tempo de permanência fixo. 

Por uma semana, das 9 horas às 16 horas, os moradores têm curso de profissionalização para ocupar as 10.020 vagas de emprego do programa Trabalho Novo. Atualmente, participam do projeto mais de 20 empresas, dos ramos alimentício ao farmacêutico, tendo contratado 477 moradores de rua. Até o fim de 2017, a expectativa da Prefeitura é obter 20 mil vagas de trabalho. 

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