João Doria/Twitter
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Doria pede recuo do aumento de impostos para evitar reajuste em ônibus

Em visita à Muralha da China, prefeito sugeriu que alta nos combustíveis exclua diesel, usado pelos coletivos

Bruno Ribeiro*, Enviado especial de O Estado de S. Paulo à China

24 Julho 2017 | 07h59

PEQUIM - Durante visita à Muralha da China, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira, 24, que o aumento de impostos sobre os combustíveis ocorrido na sexta-feira, 21, vai pressionar o valor da tarifa de ônibus na capital paulista e afirmou ter pedido, por meio da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que o governo Michel Temer (PMDB) recue da proposta, ao menos no caso do diesel. 

"Pouca gente prestou atenção que esse aumento impacta o diesel, e o diesel impacta o custo operacional do transporte público. Vai pressionar a maioria das prefeituras. Elas têm contrato (com as empresas) e, nos contratos, está estabelecido o reembolso.", disse Doria. "Já pedimos estudos para nossa Secretaria da Fazenda para avaliar os impactos", afirmou.

Doria não apontou as saídas que a Prefeitura adotará para contornar mais esse problema financeiro. 

"Houve um pedido que está sendo encaminhado pela Frente à Presidência da República para que possa ser reavaliado a inclusão desses dois impostos sobre o diesel", afirmou. "Ao excluir o diesel, você exclui a frota de ônibus."

Doria voltou a garantir, entretanto, que a tarifa não subirá até dezembro. Doria é vice-presidente da FNP e afirmou ainda que o governo federal estava "sensível" ao pedido. 

No caso da capital, os recursos do orçamento para custear a tarifa de ônibus para este ano já foram consumidos, e ainda havia previsão de se gastar mais R$ 1 bilhão antes do aumento. 

Doria visitou a Muralha após uma segunda-feira com reuniões com executivos do Banco da China, do Banco de Desenvolvimento da China e da empresa de tecnologia Lenovo, onde conheceu uma plataforma criada para salas de aula. Nesta tarde, manhã de segunda-feira no Brasil, o prefeito ainda visita um fundo de investimentos chinês. 

*O REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DO GOVERNO CHINÊS

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