Fábio Arantes/Secom
Fábio Arantes/Secom

Doria faz primeira alteração em ciclofaixas de SP

Gestão cria rotas na zona oeste e na zona leste, mas desativa opção na zona sul paulistana; plano geral deve ser entregue este mês ao MP

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2017 | 03h00

SÃO PAULO - A gestão João Doria (PSDB) inaugura nesta quinta-feira, 7, duas novas ciclofaixas de lazer na capital paulista, nas zonas leste e oeste da cidade. Por outro lado, anunciou o fechamento de uma terceira, na zona sul. É a primeira mudança no esquema das faixas, que funcionam nos feriados e fins de semana, desde que o prefeito assumiu, em janeiro.

As ciclofaixas têm a manutenção paga por um banco, em parceria com a Prefeitura. Elas funcionam das 7 às 16 horas e são feitas com cones de segurança enfileirados ao redor de vias comuns, com agentes de orientação em cruzamentos e outros pontos de interesse.

Na zona oeste, a nova faixa tem 7,4 quilômetros de extensão (trajeto ida e volta) e liga os Jardins a Pinheiros. Ela começa na Avenida Brasil, desde o Parque do Ibirapuera, e vai até a Avenida Rebouças. Ali, continua pela Henrique Schaumann até a Rua Cardeal Arcoverde. Depois, vai pela Avenida Paulo VI até a Rua Lisboa. 

Na zona leste, a nova rota exclusiva é menor, com 4,2 quilômetros de extensão, e liga os bairros de Artur Alvim e Itaquera. Ela vai pela Avenida Calim Eid, entra no Viaduto Milton Leitão, continua na Avenida José Pinheiros Borges e Rua Engenheiro Sidney Aparecido de Morais, nas imediações da Estação Itaquera do Metrô. 

A inauguração das faixas está na agenda oficial do prefeito desta quinta. Assim que foi eleito, Doria buscou se aproximar dos ciclistas e chegou a fazer fotos com os principais líderes do setor. A relação se deteriorou após a confirmação da promessa de campanha de aumentar o limite de velocidade das Marginais, que terminou com ação judicial – já vencida por Doria. 

Segundo a Prefeitura, as novas faixas “fazem parte da política de incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte e lazer”. Há o compromisso de que um novo plano cicloviário seja apresentado ao Ministério Público Estadual ainda neste mês. Um dos temores dos ciclistas é a desativação de ciclovias, que seriam trocadas por ciclorrotas – locais onde carros e bicicletas convivem sem separação. 

Fim

Ao redor da Represa do Guarapiranga, a ciclofaixa de 11 quilômetros não será montada a partir desta quinta conforme adiantou o blog São Paulo na Bike, do consultor de mobilidade Alex Gomes, no portal do Estado. A decisão foi criticada por usuários. “Eu e meu cunhado usávamos como treino de subidas, e eu também passava por ela quando trabalhava aos domingos. É uma decisão triste”, afirmou o técnico de refrigeração Nelson Rodrigues, de 60 anos.

A Prefeitura informou, por nota, que a decisão de fechar a ciclofaixa foi tomada com base em critérios técnicos e se deu pelo baixo número de frequentadores. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), porém, não apresentou números sobre a circulação de ciclistas. “Próximo do trajeto que está sendo desativado, existe uma ciclovia fixa que poderá suprir as necessidades dos poucos ciclistas e pedestres habituais da área”, informa a nota. 

 

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