Tiago Queiroz/Estadão - 22/03/22
Tiago Queiroz/Estadão - 22/03/22

Doria diz ter orientado remoção de barracas da Praça Princesa Isabel, para onde migrou a Cracolândia

Local é visto como principal ponto a ter recebido fluxo de usuários de drogas que ocupavam arredores da Praça Júlio Prestes; 'Onde você tem tendas, você tem o tráfico', disse o governador

Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2022 | 18h41

SÃO PAULO – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta terça-feira, 29, ter orientado a remoção de barracas da Praça Princesa Isabel, no bairro Campos Elíseos, região central da capital paulista. O local é visto como o principal ponto para onde migrou o fluxo de usuários de drogas que ocupavam a Cracolândia, anteriormente situada nos arredores da Praça Júlio Prestes.

“Onde você tem tendas, você tem o tráfico. Então, a orientação que dei ao secretário de Segurança Pública, junto com a Guarda Civil Metropolitana – porque esse é um tema da Prefeitura, não é um tema do Estado –, foi: ‘Barracas, não’”, disse o governador.

“Onde você põe barraca – eu fui prefeito, eu vivi essa experiência – você tem ali os traficantes”, reforçou. A declaração foi dada durante evento de inauguração de uma passagem para pedestres entre a Estação da Luz e a Sala São Paulo, espaços que ficam próximos à região.

O governador informou ter conversado sobre o tema na manhã desta terça com o secretário de Segurança Pública, General João Campos, com o delegado-geral de Polícia, Ruy Ferraz, e com o secretário-executivo da Polícia Militar, Coronel Alvaro Camilo.

Conforme mostrou o Estadão, após o esvaziamento repentino da Praça Júlio Prestes, que forma juntamente com ruas próximas o quadrilátero historicamente conhecido como Cracolândia, a Praça Princesa Isabel foi tomada por um fluxo ainda maior de usuários de drogas, que posicionaram barracas na praça.

As tendas, porém, não são recorridas apenas para camuflar o tráfico. Com o agravamento da crise gerada pelo avanço da pandemia de covid-19, as barracas também se tornaram objeto de proteção de famílias em situação de rua. O uso deste tipo de moradia improvisada cresceu 3,3 vezes entre 2019 e 2021 e se popularizou também na periferia de São Paulo.

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