Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Doria diz que dependente químico não tem 'capacidade' para decidir por internação

'Não é possível imaginar que um dependente químico tenha capacidade autônoma. Está possuído pela droga', disse o prefeito nesta quarta ao comentar que não desistirá de ação na Justiça

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

31 Maio 2017 | 16h01

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira, 31, que o dependente químico não tem capacidade para tomar a decisão de se internar. "Não é possível imaginar que um dependente químico em qualquer idade e qualquer circunstância tenha a capacidade autônoma, própria e plena para tomar uma decisão. Ele está tão possuído, tão dominado pela droga, que a sua capacidade de pensar, raciocinar e agir está comprometida", disse. 

A declaração foi dada em discurso durante seminário no Instituto Tomie Ohtake, na zona oeste de capital paulista, conforme antecipou o portal G1.  Após o Tribunal de Justiça ter extinguido a ação na qual a Prefeitura pedia autorização para recolher à força dependentes químicos das ruas, a gestão Doria anunciou que não vai desistir de tentar um aval da Justiça para poder fazer busca e apreensão de usuários de droga da Cracolândia. O prefeito cogita recorrer até ao Supremo Tribunal Federal (STF) se for preciso. 

No evento desta quarta, Doria destacou ainda que o usuário de droga precisa de acolhimento e negou intenção de abordagens agressivas. "Não precisa de violência e nem de internação em massa. Nunca se pensou nisso. Pensou-se, sim, em fazer abordagem e acolhimento para que essas pessoas possam ser tratadas de forma adequada", disse. 

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