Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Doria diz que criará órgão para fiscalizar preços nos mercados de SP

Prefeito eleito em SP também afirmou que vai conceder para a iniciativa privada, por pelo menos dez anos, a administração dos 16 estabelecimentos municipais

Pedro Venceslau e Daniel Weterman, O Estado de S. Paulo

19 de outubro de 2016 | 17h20

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira, 19, que vai criar um órgão regulador para fiscalizar os preços praticados nos mercados municipais, após a concessão desses estabelecimentos à iniciativa privada. A proposta vai na mesma linha da criação, já anunciada pelo tucano, de agências reguladoras municipais para fiscalizar empresas prestadoras de serviço e organizações que já cuidam da gestão de equipamentos públicos e também das futuras concessionárias. 

O pacote de privatizações prometido inclui, além dos mercados, parques e cemitérios municipais, ciclovias, faixas de ônibus, o Estádio do Pacaembu e os complexos de Interlagos e do Anhembi. 

Nesta quarta, durante visita aos mercados de Pinheiros, na zona oeste, e de Guaianases, na zona leste, o tucano afirmou que as 16 unidades existentes deverão ser concedidas por “pelo menos dez anos”. A ideia, segundo o prefeito eleito, é estimular a formação de consórcios entre os permissionários (comerciantes dos mercados) e empresas do setor varejista. “Os interessados na concessão passam a administrar o condomínio. Os valores da locação deixam de ser destinados à Prefeitura e passam ao consórcio que fizer a exploração”, disse. Na lista citada por Doria está o Mercadão, no centro. “Esse é o que mais precisa ser concedido, está muito ‘caído’”, afirmou.

Aluguel. Comerciantes, porém, temem que a iniciativa eleve os preços dos aluguéis, que são baixos. “Isso não pode acontecer. O mercado existe para servir à população, e não para dar lucro”, disse Germano de Almeida, de 64 anos, dono de um açougue em Pinheiros. Sobre os preços, Doria afirmou que os valores serão determinados “em comum acordo” com os permissionários, mas ressaltou que só as regras de mercado podem tornar o negócio viável.

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