Juliana Diógenes/Estadão
Juliana Diógenes/Estadão

Doria discute com manifestante que o acusou de 'golpista'

Em evento oficial, prefeito de SP disse que golpista 'é aquele que rouba dinheiro público' e pediu para que rapaz fosse embora

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

29 Março 2017 | 12h43

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), irritou-se nesta quarta-feira, 29, em seu discurso durante evento de entrega de unidades habitacionais no Grajaú, na zona sul de São Paulo, com um rapaz que gritou "golpistas" para as autoridades presentes, entre eles, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o ministro das Cidades, Bruno Araújo.

O rapaz gritou "golpistas" diversas vezes e disse que aquela obra é da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-prefeito Fernando Haddad (PT). No palco, Doria se exaltou no fim do discurso e disse que golpista "é aquele que rouba dinheiro público". O prefeito também afirmou que o manifestante estava "estragando a festa das famílias" e o mandou ir embora. Veja abaixo:

"Vou dizer para você que veio aqui tentar estragar a festa destas famílias que aqui estão... Que estas famílias não estão de acordo com você, não. Golpista é aquele que rouba o dinheiro público. Golpista é quem rouba o povo. Pergunta para o povo o que eles acham. Vai embora procurar a sua turma. Vai embora procurar a sua turma lá em Curitiba", discursou ele, que foi seguido por palmas. 

"O povo sabe quem é honesto e é decente. Sabe ou não sabe? Vai procurar a sua turma em Curitiba. Pessoal, uma salva de palmas para o Brasil", disse, finalizando a fala. Famílias presentes no evento chegaram a bater boca com o manifestante, pedindo que fosse embora. 

Ao sair do evento, Doria tirou selfies com participantes e disse que a manifestação foi "totalmente extemporânea". "Veio aqui falar de golpe. Golpe do quê? Golpe deu o Lula no Brasil, isso, sim", afirmou.

O manifestante, que se identificou como Rafael, disse ser morador de Grajaú há anos e se recusou a ir embora, permanecendo no local sob escolta da Guarda-Civil Metropolitana (GCM) depois que alguns participantes do evento tentaram se aproximar para pedir que fosse embora. "Eu só vim exercer o que exerço em todo lugar, que é o meu direito de expressão", explicou ele.

O evento chegou a ser paralisado por alguns minutos, após o homem ser mandado embora por Doria e pelas famílias presentes. Para dar continuidade, contudo, o cerimonial precisou intervir e pediu colaboração.

Nesta quarta-feira, foram entregues 1.888 apartamentos do loteamento América do Sul, que beneficiarão 4.752 pessoas na região. O investimento total na construção é de R$ 118,3 milhões. A obra levou quatro anos para ser concluída.

Mais conteúdo sobre:
Prefeitura João Doria São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.