Divulgação
Divulgação

​Doria cria 'Lei Soninha' e vai multar em R$ 200 secretários que se atrasarem a reuniões e eventos

Decisão foi tomada após a secretária Soninha Francine ter atrasado 40 minutos no primeiro evento do prefeito João Doria (PSDB), que se vestiu de gari para lançar o programa 'Cidade Linda'

Juliana Diógenes e Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2017 | 12h35
Atualizado 04 Janeiro 2017 | 21h54

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira, 4, que vai determinar multa de R$ 200 para cada secretário e funcionário do primeiro escalão que chegar atrasado a reuniões e eventos convocados por ele.

A medida foi anunciada após a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Soninha Francine, chegar 40 minutos atrasada à limpeza feita pela Prefeitura na Avenida 9 de Julho, no centro, na segunda-feira, quando os secretários municipais, além de Doria, se vestiram de garis e posaram para fotos.

“É uma contribuição de R$ 200, se tiver atraso de 15 minutos. Se tiver de 15 minutos para cima, são R$ 400, e (o valor) vai para um fundo gerenciado pela secretária Patrícia Bezerra, de Cidadania e Direitos Humanos”, disse o prefeito.

Patrícia afirmou à Rádio Estadão que o tucano não vai tolerar os congestionamentos da cidade como justificativa. “Ele vai falar para saírem com duas horas de antecedência.” Nesta quarta, ninguém se atrasou para a reunião de secretariado, que começou às 7h30.

Soninha não foi localizada para comentar a multa. Ao portal G1, afirmou que considerava “justa” a cobrança.

Gabinete Lindo. Um dia após conceder a primeira entrevista coletiva no auditório de imprensa do Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, Doria mandou pintar paredes e arrumar as cortinas do local, no que já foi chamado de operação “Gabinete Lindo”, em analogia à ação de zeladoria Cidade Linda.

A minirreforma manteve o cômodo fechado nesta quarta, quando Doria recebeu o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o que obrigou que ambos falassem à imprensa no saguão do 3.º andar do prédio, que dá acesso ao Viaduto do Chá, entrada principal do edifício. 

Questionado se a reforma não iria contra as declarações de austeridade dadas pelo prefeito - que ordenou corte de 15% nos contratos da Prefeitura, de 30% nos gastos de custeio das secretarias e redução de 30% no número de cargos comissionados ocupados -, Doria afirmou que não.

“Uma lata de tinta ainda estamos podendo pagar. Se for preciso, pago do meu bolso. Agora, você precisa ter um lugar para receber as pessoas”, disse. Doria afirmou ainda que a pintura era necessária, uma vez que havia “marcas de mão” nas paredes brancas da sala. 

Mais conteúdo sobre:
São Paulo João Doria PSDB Rádio Estadão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.