Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Doria anuncia os 5 primeiros secretários de sua gestão

Prefeito eleito confirmou que vai reduzir o nº de pastas de 27 para 22, extinguindo 7 e criando 2 novas, sem citar quais vão ser eliminadas e quais fundadas

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2016 | 12h19
Atualizado 27 de outubro de 2016 | 13h27

SÃO PAULO - O prefeito eleito, João Doria (PSDB), anunciou na manhã desta quinta-feira, 27, os cinco primeiros secretários de seu governo, durante coletiva de imprensa no prédio da Caixa Econômica Federal, no centro da capital paulista, onde a equipe ocupa um escritório de transição. Todos os anunciados estiveram com Doria no evento.

Cid Torquato, que atualmente é secretário-adjunto na pasta estadual dos Direitos Pessoa com Deficiência no governo Alckmin, assume a pasta destinada ao mesmo tema na Prefeitura.

Durante a campanha, Doria chegou a falar que essa seria uma das pastas extintas caso fosse eleito. O então candidato recuou após manifestações negativas à declaração. "Fiz questão que esse fosse o primeiro anúncio, meu pai foi cadeirante nos últimos oito anos da sua vida", disse.

O coordenador de campanha e da equipe de transição, Júlio Semeghini, vai ser o secretário de Governo. Ele foi secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional de Alckmin, ocupava o cargo de adjunto na pasta de Tecnologia e Serviço ao Cidadão no Estado e já teve uma cadeira na Câmara dos Deputados por quatro mandatos.

O deputado federal e vice eleito na chapa de Doria, Bruno Covas, foi confirmado como coordenador das prefeituras regionais, as atuais subprefeituras.

Na campanha, Doria prometeu que não haverá loteamento de cargos para agradar aliados políticos nas estruturas, mas serão escolhidas preferencialmente "pessoas capacitadas e residentes nas regiões".

O tucano destacou que a pasta vai ter "enorme responsabilidade na ativação das 32 prefeituras regionais na cidade". O prefeito eleito destacou que Covas vai acumular as funções de vice e secretário e vai ter apenas um salário.

Wilson Pollara foi confirmado pelo prefeito eleito para a Secretaria da Saúde, tema que durante a campanha Doria falou ser a prioridade "número um, dois e três". Pollara ocupa atualmente o comando adjunto na mesma secretaria do governo estadual.

Anderson Pomini, que foi advogado de campanha de Doria, foi anunciado como secretário de Negócios Jurídicos. O prefeito eleito destacou que ele já está trabalhando no período de transição, junto com a equipe comanda por Júlio Semeghini.

Extinção. Doria confirmou que vai reduzir o número de secretarias das atuais 27 para 22, extinguindo sete e criando duas novas pastas. Ele não citou quais serão as estruturas eliminadas e quais serão as novas. Nas próximas três semanas, ele pretende continuar o anúncio da composição da administração.

Estado apurou que as políticas sociais desenvolvidas pela Prefeitura e atualmente divididas em quatro pastas serão reunidas, a partir do ano que vem, em uma só. Doria deve fundir as Secretarias de Promoção da Igualdade Racial, Política para as Mulheres e Direitos Humanos à Assistência Social, que passará a ser chamada de Assistência Social e Cidadania.

Alckmin. Ao ser perguntado sobre a aliança com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), Doria afirmou que os nomes vindos do governo do Estado não foram sugeridos pelo padrinho político. "O que fizemos foi comunicar a ele, compartilhar com o governador", disse. 

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