Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Doria anuncia indenização em torno de R$ 100 mil a vítimas de massacre em escola em Suzano

Governador ressalta que esse pagamento é uma atitude do Estado e não depende de ações judiciais

Daniel Weterman, Estado de S.Paulo

14 de março de 2019 | 12h22
Atualizado 14 de março de 2019 | 18h04

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o Estado vai pagar uma indenização às famílias das sete vítimas do ataque a uma escola de Suzano, onde duas funcionárias e cinco estudantes foram assassinados na manhã de quarta-feira, 13. O decreto com a medida será publicado nesta quinta, 14, no Diário Oficial do Estado, disse o tucano.

A indenização será de um valor em torno de R$ 100 mil por vítima, que ainda está sendo definido, pago em prazo de 30 dias. Ao falar sobre o assunto, o governador paulista afastou a discussão sobre a flexibilização de armamento. “Fazer o debate sobre o tema de posse e porte diante de uma situação traumática, trágica, como essa não acredito que seja o melhor momento”, disse o governador, ressaltando que a discussão sobre o tema precisa ser intensificado.

Doria ressaltou que a indenização é uma atitude do governo e não depende de ações judiciais. "Não há necessidade disso (de judicialização)", comentou. O pagamento será acertado com as famílias por meio da prefeitura de Suzano.

Exigência. Para indenizar em R$ 100 mil as famílias das sete vítimas do massacre, o governo de São Paulo vai condicionar o pagamento a uma garantia de que as famílias não processem judicialmente o Estado pelo ocorrido. O decreto com as condições será publicado nesta sexta e o pagamento será feito em 30 dias, garantiu o governador João Doria (PSDB) em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 14.

"Evidentemente, cada familiar pode tomar a decisão de receber a indicação ou preferir demandar judicialmente o Estado. Obviamente está dentro do seu direito", afirmou Doria. 

Acordo

A Defensoria Pública informou que vê de maneira positiva a disposição de celebrar um acordo, uma vez que processos judiciais contra o Estado são desgastantes e morosos. "Mas qualquer análise de valor é prematura", informou ao Estado. "A Defensoria pretende primeiro atender as famílias", disse, ainda, o órgão.

A partir dessa sexta-feira, 15, a Defensoria Pública vai manter um plantão de atendimento na Delegacia Regional de Ensino de Suzano, entre as 10 horas e as 17 horas. Também haverá plantão no sábado e no domingo, no mesmo horário, com defensores públicos, psicólogos e profissionais de serviço social. O plantão poderá ser estendido ao longo da próxima semana.

"A Defensoria vai oferecer suporte jurídico gratuito para eventuais medidas cabíveis, incluindo a possibilidade de indenizações - que poderão ser negociadas com o governo do Estado", informou o órgão, em nota.  /COLABOROU JÚLIA MARQUES

Saiba também: Estado e Prefeitura de Suzano discutem projetos para atender Raul Brasil e prevenir novos casos. O secretário da Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, disse que o governo está preparando iniciativas para identificar e prevenir o bullying e a violência nas escolas de Suzano.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.