FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Doria anuncia plano de desestatização de Zoológico e Jardim Botânico

Lista de projetos de concessão no Estado inclui mais de 30 equipamentos

Redação, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2019 | 18h25
Atualizado 06 Fevereiro 2019 | 16h12

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta terça-feira, 5, o plano de desestatizar o Zoológico e o Jardim Botânico. O anúncio foi feito após reunião do Conselho de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Desestatização do Governo do Estado.

"Dentre os projetos de desestatização que debatemos hoje (terça) na reunião do Conselho de PPPs, estão Zoológico e o Jardim Botânico de SP", escreveu o governador em sua conta no Twitter. Segundo Doria, estão sendo discutidos mais de 30 projetos em parceria com a iniciativa privada. 

O objetivo, diz o governador, é "desonerar os cofres públicos e trazer mais eficiência aos serviços prestados à população". A reunião foi coordenada pelo vice-governador Rodrigo Garcia e pelo secretário da Fazenda, Henrique Meirelles. 

Ambos os equipamentos já cobram pela entrada de visitantes. O Zoológico foi aberto em 1958 e recebeu, desde então, mais de 85 milhões de visitantes. O parque tem área de 824,5 mil metros quadrados. Já a criação do Jardim Botânico foi oficializada em 1938. 

Os detalhes sobre a concessão dos equipamentos não foram informados. Procurada pelo Estado para comentar as declarações de Doria, a Secretaria de Governo informou que o Conselho Gestor de Parcerias e Inovação aprovou, nesta terça, "os estudos para a concessão de operação da Fundação Zoológico e do Jardim Botânico conjuntamente pela proximidade geográfica e potencialidade dos dois equipamentos". 

Aeroportos e hidrovia

A lista dos 30 equipamentos que deverão ser desestatizados não foi divulgada pelo governador. Doria também reiterou nesta terça a promessa de campanha de privatizar todos os aeroportos de São Paulo. “Faremos a privatização de todos os aeroportos de São Paulo. Indistintamente”, disse ele. 

“O prazo para que as concessões sejam colocadas de pé é esse ano. Ano que vem, nossa estimativa é que todos os aeroportos já sejam controlados por parcerias público-privadas”, afirmou Doria em evento nesta terça-feira, em que anunciou o corte na alíquota de ICMS sobre o querosene de avião.

Na semana passada, Doria defendeu em apresentação  para investidores a necessidade de privatização do Porto de Santos, que pertence à União, das diversas estatais paulistas, e afirmou que a venda de 23 aeroportos e de estradas estaduais está entre as prioridades de sua gestão.

Doria mencionou à época a privatização da hidrovia Tietê-Paraná e disse que a venda dos 23 aeroportos vai permitir "melhorar a interiorização de voos, com companhias aéreas fortalecidas, com mais aeronaves e melhores condições técnicas". Ao falar da hidrovia, o governador ressaltou que a venda criará um ponto importante para escoar a carga para outros países, como o Uruguai e Argentina.

 

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