Governo do Estado de São Paulo/ Divulgação
Governo do Estado de São Paulo/ Divulgação

Doria anuncia compra de 40 mil pistolas para PMs paulistas

Após críticas a fornecedor brasileiro, governo lança licitação internacional; investimento é de R$ 80 milhões 

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 15h05

SÃO PAULO -  A Polícia Militar de São Paulo anunciou a compra de 40 mil pistolas calibre .40 para sua tropa, em uma licitação internacional com audiência pública prevista para esta quinta-feira, 2. Com a segurança pública no centro de suas promessas de campanha, o governador João Doria (PSDB) chamou a imprensa nesta terça-feira, 30, para divulgar o investimento e anunciar exigências técnicas do novo armamento.

São previstos investimentos de R$ 80 milhões na aquisição das pistolas, cujo calibre é de uso exclusivo das polícias. A qualidade das armas compradas pelo governo de São Paulo foi, durante as gestões de Geraldo Alckmin (PSDB) e Márcio França (PSB), tema frequente de queixas por parte dos policiais, que encheram as redes sociais com vídeos mostrando falhas durante o uso das pistolas atuais. Na Assembleia Legislativa paulista, o tema foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na gestão passada. 

A PM informou que exigirá três certificados de qualidade diferente das empresas interessadas na disputa, seguindo critérios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otam), grupo de cooperação militar dos Estados Unidos e nações do oeste europeu. Um dos testes exigidos é que a pistola seja capaz de efetuar 10 mil disparos sem necessidade de manutenção. 

O Estado tem cerca de 98 mil pistolas e, segundo a PM, parte delas é de modelos que não têm mais peças de reposição e serão aposentadas. Há proposta de comprar mais 40 mil pistolas no ano que vem. Na licitação atual, o cronograma prevê que as primeiras 8 mil armas cheguem à tropa nas ruas em dezembro, e o restante ao longo dos próximos três anos.

Não é a primeira vez que o Estado abre licitação internacional para a compra de armas para a Polícia Militar. As queixas sobre a qualidade do armamento fornecido pela brasileira Taurus, que detinha monopólio do setor, fizeram com que São Paulo obtivesse autorização do Exército para importar armamentos no ano passado. Em dezembro, uma licitação para a aquisição de cerca de 5 mil pistolas foi realizada e terminou com vitória da austríaca Glock.

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