Donos ainda veem dificuldades para manter passeios em ordem

Proprietários de imóveis reclamam de buracos abertos por empresas de gás e dizem não conhecer a nova legislação

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2012 | 03h01

Ser pedestre em São Paulo continua sendo tão difícil quanto antes. Mas, depois da nova legislação, há quem diga estar disposto a fazer a sua parte para mudar essa realidade. Mesmo que seja apenas para evitar o prejuízo.

O gerente da padaria Pão Familiar, Luís Vaz, de 50 anos, diz que a única coisa que falta para começar a nova reforma na calçada é informação. O passeio foi restaurado há dois anos, mas ele reconhece a necessidade de se adaptar às novas exigências. "Mas não adianta fazer errado e ter de reformar de novo. Acho que vamos ter de mudar para deixar a calçada plana aqui", diz Vaz, mostrando um desnível. "Agora, vamos lá na Prefeitura ver como tem de fazer direito", completa.

Até agora, segundo ele, nenhum fiscal bateu à porta do estabelecimento localizado na Vila Mariana, zona sul, um dos bairros onde mais gente foi autuada até agora pela Prefeitura.

Gerente da sorveteria My Berry, também na Vila Mariana, Dirceu Queiróz, de 43 anos, resolveu o assunto da calçada logo depois da lei. "Eu tapei os buracos que tinha e pintei a calçada", diz. Segundo ele, mesmo sem a legislação mais dura, a reforma teria sido feita.

O gerente de bar Francisco Fernando de Souza, de 35 anos, nunca havia ouvido falar da nova legislação. "Ninguém veio aqui avisar nada", diz Souza. Questionado sobre o buraco na frente do estabelecimento, afirmou que foi feito há 15 dias durante obras realizadas por uma companhia de gás. "A gente reforma e eles vêm e estragam. Vieram aqui, furaram e foram embora", afirma Souza. / A.R.

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