'Dono pediu desculpa e disse que não tinha o que fazer'

O diretor comercial da BFA, Daniel Oliveira, de 27 anos, diz não acreditar que alunos que estão com pacote pago conseguirão receber seu dinheiro de volta neste momento. Defendendo que também foi prejudicado pela falência da empresa, Oliveira disse que o rombo da agência é de cerca de R$ 5 milhões.

Entrevista com

DUBLIN, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2013 | 02h11

O que aconteceu?

A empresa foi fechada por causa de má gestão financeira nos últimos meses. Houve erro de planejamento, porque entrou muito dinheiro, mas não estava sendo trabalhado da forma correta. Nós da parte comercial só vimos isso quando realmente a bomba explodiu.

Como foi a decisão de fechar?

Conversamos com os diretores financeiros do Brasil, Irlanda e Espanha e vimos que realmente não adiantava mais nadar nessa praia, que não adiantaria continuar. Quando passei as informações para o dono, ele só pediu desculpa e disse que não tinha mais o que ser feito.

Ainda há muitos alunos com pacotes pagos?

São 410 em Dublin e 22 em outros destinos. Não necessariamente todos pagaram o preço completo. Estamos fazendo um trabalho para tentar entender caso a caso, com as escolas daqui, e dar uma solução para cada cliente.

Existe alguma possibilidade real de devolução do dinheiro?

Isso é algo que está fora até do que eu posso te responder, porque eu também fui lesado pela empresa. Eu tenho um dinheiro na empresa que sei que eu não vou receber. Então, imagina os alunos. Eu não sei como funcionaria isso aqui na Irlanda para nós funcionários, e muito menos no Brasil. Tem um tempo que eu estou fora do Brasil, então eu não sei como funcionaria isso legalmente. Mas, provavelmente, ninguém vai receber dinheiro.

Há negociações com escolas para quem está em Dublin?

Historicamente, essas escolas entendem a situação. Porque o nome da escola está em jogo, eles acabam mantendo esses clientes, mesmo sabendo que o erro não foi do aluno, o erro foi da agência. / A.C. e P.S.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.