Dono de loja que explodiu nega que fabricava fogos de artifício

Segundo Sandro Luiz Castellani, a loja apenas revendia fogos, que eram levados ao local por fabricantes

Renato Machado, O Estado de S. Paulo,

28 de setembro de 2009 | 16h34

 

Após prestar depoimento, casal falou à imprensa sobre a explosão no ABC. Foto: Tiago Queiroz/AE

 

O empresário Sandro Luiz Castellani, de 41 anos, negou que fabricava fogos de artifício e manuseava material explosivo na loja que explodiu na quinta-feira, 24, provocando a morte de duas pessoas. Nesta segunda-feira, 28, Castellani e a mulher, Conceição Aparecida Fernandes, se apresentaram à polícia no 3ºDP em Santo André, e depois falaram à imprensa.

 

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Castellani negou que tinha carga em excesso no local e que produzia e manuseava fogos de artifício. Segundo ele, a loja apenas revendia fogos, que eram levados ao local por fabricantes. No entanto, Castellani afirmou que não tem documentação comprovando a compra dos fogos de artifício. "Eu não tenho. Mas com certeza as fábricas têm", afirmou, justificando que a documentação foi destruída na explosão.

 

Indenização

 

"A vida acabou aqui, nós vamos tentar indenizar as famílias e dar o apoio que for necessário, mas não temos muito o que fazer. Nossa propriedade e nossos carros explodiram", disse Conceição. O casal diz que comercializava veículos para completar a renda, já que a loja ficava fechada em alguns períodos do ano. Os meses de mais movimento eram junho e dezembro, por causa das festas juninas e das comemorações de fim de ano.

 

O casal afirmou que tem consciência de que vai ser indiciado por causa da explosão em Santo André. Castellani e Conceição só devem ser indiciados após os laudos da perícia técnica serem entregues à polícia. Os dois devem responder por crime de explosão com agravantes de homicídio culposo, danos materiais e lesão corporal. Os dois também podem ser indiciados por um segundo crime: ou por perigo comum - quando há porte de fogos sem estar legalizado, já que a loja não tinha alvará. Se for confirmado que havia material explosivo no local, os dois devem responder por porte de armas explosiva sem permissão.

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