Dono de BMW que atropelou motociclista diz que não bebeu

Motorista afirmou também que não viu a vítima; após o acidente, na segunda-feira, irmão do acusado chegou a dizer que ele estava bêbado

O Estado de S. Paulo

03 Maio 2013 | 08h31

SÃO PAULO - O comerciante Fabrisio de Campos Moura, de 34 anos, que atropelou e matou o motociclista José Francilino Júnior, de 37 anos, na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo, no ABC, na madrugada de segunda-feira, 29, negou que estivesse bêbado no momento do acidente. Ele se apresentou à polícia na noite de quinta-feira, 2, e, após prestar depoimento, foi indiciado por homicídio doloso. Moura aguardará o julgamento em liberdade.

Moura não prestou socorro e abandonou a cena do crime, segundo a polícia. Ao sair da delegacia na noite de quinta, Moura afirmou que ficou com medo de que alguém o atacasse. "Fiquei com medo de acontecer alguma coisa e deixei meu irmão lá", declarou a jornalistas. O irmão do acusado, Flávio de Campos Moura, chegou a apresentar duas versões diferentes à polícia. Primeiro disse que a BMW do irmão havia sido roubada e que os assaltantes teriam atropelado o motociclista. Depois, afirmou que seu irmão tinha bebido e por isso não se apresentara na delegacia.

Em depoimento, o motorista disse que não pode beber pois toma remédios de uso controlados. Ele afirmou que estava dirigindo a cerca de 110 km/h e que não viu o motociclista na pista. O atropelamento aconteceu no início da madrugada de segunda no km 14 da pista sentido São Paulo da Anchieta. Com o impacto, a moto da vítima foi arrastada por cerca de 500 metros. 

O delegado do 2° DP, Roberto Menezes, optou por indiciar Moura por homicídio doloso, pois entendeu que há indícios que mostram que o motorista assumiu o risco de cometer o acidente. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.