Dono de bar mata bebê após queixa de barulho

Vizinhos reclamaram do som no estabelecimento; comerciante, então, invadiu casa e atirou contra criança e um rapaz

SANDRO VILLAR, ESPECIAL PARA O ESTADO, PRESIDENTE PRUDENTE, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2011 | 03h03

Um bebê de dez meses, Ana Clara da Silva Lagoin, morreu no sábado à noite em Votuporanga, no noroeste paulista, após levar um tiro do comerciante Braw Michael Verde, de 25 anos. Ele também alvejou o adolescente Matheus Crispim de Souza, de 15, tio da criança.

Dono de um bar no bairro Palmeiras I, o comerciante se irritou depois que os vizinhos, na tarde do mesmo dia, apresentaram queixa na polícia contra ele por excesso de barulho. Uma caminhonete estacionada na frente do bar tocava música em alto volume.

Depois que a polícia foi embora, o comerciante pegou seu revólver e foi à casa da família da vítima. Pela janela, ele disparou quatro tiros, atingindo o tórax do bebê e a mão do tio. "Ele deve ter achado que daquela casa também houve reclamação contra o barulho e atirou", explicou Antonio Marques do Nascimento, delegado titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).

O comerciante fugiu após os disparos, mas acabou preso. "Nós o prendemos por volta das 23 horas. A Justiça decretou prisão preventiva de dez dias", contou o policial, acrescentando que a caminhonete, que pertencia ao sogro do acusado, também foi apreendida.

Verde foi encaminhado para a Cadeia Pública de Votuporanga e amanhã deve ser transferido para o Centro de Detenção Provisória de São José do Rio Preto.

O comerciante deve responder por dois crimes: homicídio doloso (com intenção) e tentativa de homicídio. Ana Clara foi enterrada na tarde de ontem em Votuporanga.

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